As autoridades angolanas vão garantir a formação de polícias da República do Congo, em várias especialidades, no âmbito de um protocolo de cooperação entre os países, foi anunciado esta segunda-feira.

A informação foi transmitida no âmbito da visita que o diretor-geral da Polícia Nacional da República do Congo, general Jean François Ndengue, realizou a Luanda, para conversações e reuniões de trabalho com o comando da Polícia Nacional de Angola.

Polícia de Guarda Fronteira, Cinotécnica, de Intervenção Rápida ou Proteção de Individualidades são algumas das especialidades em que a República do Congo quer receber formação de quadros por parte de Angola.

“Ficámos muito impressionados pela qualidade das vossas instituições de ensino, exprimimos a nossa vontade de ver os nossos oficiais serem formados no Instituto Superior de Ciências Policias e Criminas de Angola”, disse Jean François Ndengue.

O comandante-geral da Polícia Nacional de Angola, Ambrósio de Lemos, confirmou que esta primeira ação de formação, que se insere no acordo de cooperação assinado entre as polícias dos dois países em 2015, arranca ainda este ano, envolvendo licenciaturas em Segurança Pública e Investigação Criminal.

No encontro entre os comandos das duas polícias, que decorreu no domingo na capital angolana, foram ainda analisados crimes transfronteiriços entre os dois países.

É o caso da violação de fronteiras, nomeadamente por famílias que vivem em cada um dos territórios (Angola partilha fronteira com a República do Congo no enclave de Cabinda). Para o efeito, Ambrósio de Lemos admitiu a necessidade de acordos bilaterais que permitam à população residente junto à fronteira aceder ao país vizinho sem necessidade de visto prévio e por períodos de tempo limitados.