Donald Trump, candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais americanas, anunciou na sexta-feira Mike Pence, governador do estado de Indiana, como o seu candidato a vice-presidente nas eleições em novembro. Este sábado, os dois deram uma entrevista conjunta no programa da CBS 60 Minutes, que mostrou alguma descoordenação entre os dois. A entrevista já foi descrita como “um casamento estranho”.

Durante a entrevista, depois de o milionário acusar Hillary Clinton de ter “inventado o Estado Islâmico com as suas más decisões”, a entrevistadora, Lesley Stahl, relembrou que Pence votou a favor da invasão do Iraque, como Hillary Clinton — um facto que tem sido utilizado por Trump para atacar a candidata democrata.

Quando confrontado com esta discrepância Trump afirmou que não queria saber do voto do seu vice-presidente e que este “tinha direito a cometer um erro”, mas que Hillary “não tem” esse mesmo direito.

A maior parte da entrevista foi centrada em Trump, que falou quase o dobro de Pence e interrompeu diversas vezes o homem que escolheu para vice-presidente.

[“Trump diz que vai deixar Pence falar e vai ouvi-lo. Desde que não seja na televisão frente a milhões de espetadores.]

Quando Stahl perguntou a Pence se concordava com a campanha de Trump e com as suas opiniões sobre waterboarding — uma forma de tortura apoiada pelo candidato –, o governador do Indiana afirmou que os dois estavam unidos e que tinha passado a apoiar a proposta de Trump de banir muçulmanos dos Estados Unidos, escreve o The Guardian.

“É óbvio que os nossos estilos são diferentes. Mas, eu prometo-vos, a nossa visão é exatamente a mesma”, reforçou Pence, depois de se mostrar contra algumas das formas de campanha de Trump.

Durante a entrevista ficou também claro que Trump se considera capaz de conseguir votos sem a ajuda de Pence. “Eu acho que não preciso dele, porque eu venci junto dos evangélicos”, afirmou o candidato.

Mesmo assim, Pence disse que Donald Trumpo é um “bom homem que tem tentado dar resposta aos problemas com os quais os americanos se preocupam”.

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