A Operação Lava Jato já conseguiu recuperar cerca de 805,4 milhões de euros (2,9 biliões de reais) de ‘dinheiro sujo’ utilizado nos esquemas de corrupção com origem nos negócios da petrolífera brasileira Petrobras, tendo ainda ordenado o congelamento de contas bancárias e de bens avaliados em mais de 666,7 milhões de euros (2,4 biliões de reais).

Estes dados foram divulgados esta tarde pela assessoria de comunicação da Procuradoria da República do Paraná no âmbito de um balanço da Lava Jato.

Os números gerais do maior processo criminal da história da República do Brasil são os seguintes:

  • Crimes envolvem o pagamento de 1,7 mil milhões de euros (6,4 bilhões de reais) em luvas a responsáveis da Petrobras e de outros responsáveis;
  • Já foram produzidas, entre março de 2014 e julho de 2016, “44 acusações criminais contra 216 pessoas pelos crimes de corrupção (ativa e passiva), organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros”
  • Foram congelados cerca de 666,7 milhões de euros (2,4 bilhões em euros) em bens de réus e recuperar, por meio de acordos de colaboração premiada e de leniência, 805, 4 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões de reais).
  • Instaurados 1.291 procedimentos em 32 fases até o momento, sendo 643 buscas e apreensões, 44 acusações criminais contra 216 pessoas pelos crimes de corrupção (ativa e passiva), organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros.
  • Mandados de condução coerciva, 74 prisões preventivas e 91 prisões temporárias. Além disso também já foram firmados 61 acordos de colaboração premiada.

Acessos à Internet

Todos estes dados estão disponíveis no site da Operação Lava Jato — ver aqui.

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Apresentado pela Procuradoria do Paraná como um site inovador, já teve, segundo o mesmo comunicado, cerca de 2,1 milhões de acessos.

No site da Operação Lava Jato, criado pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República do Brasil, é possível aceder às acusações que foram produzidas pelo Ministério Público Federal sedeado em Curitiba (capital do Estado de Paraná), bem como conhecer os procuradores que fazem a investigação, a prova recolhida pela acusação, saber o andamento dos 32 processos que já foram abertos no âmbito desta operação ou até ler um conjunto de perguntas e respostas sobre o caso para esclarecimento dos cidadãos.

O procurador Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pela equipa de procuradores que investiga o caso, assume que o site nasceu da necessidade “usar todos os mecanismos disponíveis para oferecer aos jornalistas e à sociedade um mundo de informações de modo seguro, oficial e didático. Essas razões levaram a Lava Jato a ampliar os horizontes tradicionais da comunicação de casos criminais para a sociedade“, lê-se ainda no comunicado do Procuradoria da República do Paraná.