A atleta russa Liliya Shobukhova terá de devolver 400.000 libras (cerca de 476.000 euros) à maratona de Londres, pela anulação dos resultados obtidos na corrida londrina, devido à suspensão por doping, determinou esta terça-feira um tribunal britânico.

Shobukhova, de 38 anos, foi suspensa inicialmente por três anos, por terem sido detetadas irregularidades no seu passaporte biológico, pena que foi reduzida para sete meses.

Em Londres, a maratonista tinha vencido a prova de 2010 e sido segunda em 2011. Além dos resultados obtidos na capital inglesa, Shobukhova viu também serem ‘apagadas’ as suas vitórias na maratona de Chicago em 2009, 2010 e 2011.

Apesar da decisão desta terça-feira do tribunal, a organização da maratona de Londres terá de esperar que a pena seja aplicada na Rússia.

“Será um longo e difícil processo, mas vamos continuar, estamos determinados em que os batoteiros não tirem dividendos”, disse o diretor-executivo da maratona londrina, Nick Bitel, explicando que o dinheiro será redistribuído aos atletas prejudicados.

O responsável justificou que atualmente os maratonistas enfrentam um maior escrutínio em matéria de controlos antidoping e não apenas pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF).

“Além dos testes da IAAF e das federações nacionais, a organização das maratonas mundiais tem um dos maiores grupos privados de testes, com 150 atletas a serem controlados fora de competição, num mínimo de seis vezes ao ano”, referiu.

Shobukhova é a atleta no centro das alegações contra Papa Missata Diack, o filho fugitivo do antigo presidente da IAAF Lamine Diack, em que ele e outros oficiais da federação terão chantageado a russa em 450.000 euros, para que pudesse competir nos Jogos de Londres 2012 depois de um controlo positivo.