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Duras palavras de Pedro Passos Coelho. O líder social-democrata falava aos jornalistas no Parlamento e, quando questionado sobre as críticas que António Costa lhe tem dirigido, não poupou o primeiro-ministro socialista: “Gostava apenas de convidar o dr. António Costa a exercer o seu mandato de primeiro-ministro com outra seriedade e a escolher melhor as palavras que utiliza”.

O tema era, mais uma vez, a situação dos vários bancos portugueses. Para Pedro Passos Coelho, a herança de consolidação deixada pelo Governo PSD/CDS está a ser destruída pelo atual Executivo. Segundo o ex-primeiro-ministro e líder da oposição, o país está a assistir “à insistência do PS e do Governo em vulnerabilizar os bancos portugueses. E isso aconteceu, repetidamente, nas últimas semanas”.

E se dúvidas houvesse, Pedro Passos Coelho fez questão de concretizar as acusações: “Já aconteceu assim com o Banif no ano passado, o que se está a passar com a Caixa Geral de Depósitos é intolerável e aquilo que se está a fazer na véspera de venda do Novo Banco é quase criminoso”.

“A forma como Governo e o Ministro das Finanças têm tratado esta matéria [situação bancária] vai acabar por rebentar nas mãos do Governo. E isso é o menos mal. O problema é que isto pode rebentar nas mãos e nos bolsos de todos os portugueses“, acusou Passos.

Depois das duras críticas, Passos voltou a desafiar o PS e o Governo de desistirem de criar permanentemente “falsos inimigos e desculpas de mau pagador para não resolverem os problemas” e se dedicassem, de facto, a governar.

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