A atividade económica na zona euro voltou a cair em julho, alcançando o valor mais baixo dos últimos 18 meses, o que confirma a debilidade da recuperação a que se assistiu, segundo dados divulgados esta sexta-feira pela Markit.

Segundo a empresa de serviços de informação financeira Markit, o valor do PMI (Purchasing Managers Index) composto da atividade da zona euro foi de 52,9 pontos em julho, face aos 53,1 registado em junho, sendo o valor mais baixo desde janeiro de 2015.

Ainda assim, o indicador mantém-se acima do 50 pontos, o que indica que a economia da zona euro continua a crescer.

Já a atividade comercial baixou para os 52,7 pontos, o valor mais baixo dos últimos 18 meses, enquanto a atividade industrial ficou pelos 51,9 pontos, o que representa mínimos de dois meses.

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Em relação ao mercado laboral, a criação de emprego melhorou nos dois setores analisados, liderada pelos serviços, onde as contratações aumentaram ao ritmo mais acentuado desde fevereiro de 2008.

No seu conjunto, a taxa de criação de emprego na zona euro melhorou de forma continuada durante os últimos quatro meses e registou em julho o maior crescimento desde fevereiro de 2011

Já os preços de produtos e serviços voltaram a cair, pelo décimo mês consecutivo, enquanto a inflação de custo atingiu o seu pico do último ano, como resultado da desvalorização do euro e da queda dos preços do petróleo.

No comunicado, o economista da Markit Chris Williamson destacou que o PIB da zona euro cresceu a uma taxa média anual débil, de cerca 1,5%, realçando que a economia tem demonstrado “uma resistência surpreendente” face ao resultado do referendo no Reino Unido (que ditou a saída do país da União Europeia), de 23 de junho, uma vez que permaneceu praticamente inalterada.