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Christine Lagarde

Christine Lagarde, diretora do FMI, será julgada em França pelo caso Tapie

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Um outro tribunal francês já tinha decidido que Lagarde deveria responder na justiça, mas a diretora-geral do FMI recorreu e agora o tribunal de recurso validou a anterior decisão judicial.

O FMI já afirmou que mantém a "confiança" em Lagarde, depois de ter sido anunciada a decisão da justiça

MARK SCHIEFELBEIN/POOL/EPA

Um tribunal francês decidiu, esta sexta-feira, que Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), será julgada pelo papel que teve no caso que envolveu o Crédit Lyonnais e o empresário Bernard Tapie, quando ainda era ministra da Economia em França.

Em dezembro, um outro tribunal francês já tinha decidido que Lagarde deveria responder na justiça, mas a diretora-geral do FMI recorreu e agora o tribunal de recurso validou a anterior decisão judicial.

A justiça quer saber se houve negligência numa arbitragem que, em 2008, decidiu a favor de Bernard Tapie, numa disputa que envolvia também o banco público Crédit Lyonnais, acabando por ser atribuída ao empresário uma compensação de 404 milhões de euros.

Em causa estará o eventual crime de negligência cometido por Christine Lagarde num diferendo que envolvia o empresário Bernard Tapie e o Crédit Lyonnais e que se iniciou nos anos 90 quando a Adidas foi vendida pelo banco francês sem que Tapie tenha dado consentimento. Em 2008, a pedido de Lagarde, o diferendo foi para o tribunal arbitral, que condenou o Crédit Lyonnais a indemnizar Tapie em 285 milhões de euros (400 milhões com juros), devido ao negócio de venda da Adidas, de que Tapie era o dono.

A antiga ministra será julgada pelo Tribunal de Justiça da República, a instância habilitada a julgar os delitos cometidos por membros do governo no exercício das suas funções.

O FMI já afirmou que mantém a “confiança” em Lagarde, depois de ter sido anunciada a decisão da justiça. O Conselho de Administração do FMI, que representa os 189 Estados-membros, “continua a manifestar a sua confiança na capacidade da diretora-geral de desempenhar eficazmente as suas funções”, declarou o porta-voz da instituição, Gerry Rice, em comunicado.

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