O fabricante sueco de camiões Scania anunciou esta sexta-feira a retenção de cerca de 400 milhões de euros para pagar eventuais multas impostas pela Comissão Europeia, no âmbito de uma investigação a várias empresas por cartelização.

Em comunicado, a empresa sueca garantiu ter colaborado com o executivo comunitário e rejeitou a acusação de que tenha integrado um cartel que acordou preços entre 1997 e 2011.

Na semana passada, a Comissão Europeia aplicou uma multa recorde de quase 2,93 mil milhões de euros a cinco dos principais construtores de camiões por 14 anos de práticas de cartelização de preços e por combinarem datas para lançamento de novas tecnologias.

A multa atinge as alemãs MAN (subsidiária da Volkswagen) e Daimler, a sueco-francesa Volvo/Renault, a holandesa DAF e a italiana Iveco, que, segundo Bruxelas, “violaram as regras de concorrência da União Europeia”, estando ainda a decorrer a investigação à Scania.

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Porém, por prevenção e seguindo os principais princípios contabilísticos, os suecos decidiram fazer uma provisão de 3.800 milhões de coroas (cerca de 400 milhões de euros), que terá um impacto nos lucros operativos do segundo trimestre deste ano.

A Scania já negou também que tenha adiado a introdução de novos motores que sigam as regras da legislação europeia de emissões.

A MAN ficou isenta de uma multa de cerca de 1,2 mil milhões de euros por ter colaborado com a investigação de Bruxelas, cabendo à Daimler a maior fatia dos 2,93 mil milhões euros de multa: 1,008 mil milhões.

A DAF foi multada em 752 milhões, a Volvo/Renault em 670 milhões e a Iveco em 495 milhões de euros.