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O afegão de 16 anos detido pelas autoridades alemãs na noite de domingo por suspeitas de ser cúmplice no ataque que vitimou nove pessoas num centro comercial de Munique, na Alemanha, terá contactado com o principal suspeito via Whatsapp dois dias antes do atentado. Segundo as autoridades alemãs, os dois amigos conheceram-se numa clínica psiquiátrica há já um ano, mostravam interesse em Anders Breivik — o neonazi norueguês que matou 77 pessoas em 2011– e ter-se-ão encontrado no centro comercial que seria o local do crime.

Ali David Sonboly, de 18 anos, abriu fogo num centro comercial e numa estação de metro em Munique e matou, pelo menos, nove pessoas. Feriu ainda 27. Segundo o procurador alemão Thomas Steinkraus-Koch, em conferência de imprensa esta segunda-feira, o miúdo de 16 anos e nacionalidade afegã agora detido manteve uma conversa com o suspeito dois dias antes. A conversa via Whatsapp foi apagada, mas as autoridades conseguiram recuperá-la.

“Esta conversa (via Whatsapp) mostra que o suspeito afegão se encontrou diretamente com o atirador antes do ataque naquela que viria a ser a cena do crime”, disse o procurador.

A conversa via Whatsapp mostra que o agora detido sabia que o atirador, com dupla nacionalidade alemã iraniana, estava na posse de uma arma de fogo Glock. E que os dois se conheceram no verão de 2015 “numa clínica psiquiátrica onde estiveram os dois em tratamento.” Por essa conversa, as autoridades também concluíram que o suspeito afegão tinha interesse em Breivik referindo-se a Anders Breivik que matou 77 pessoas na Noruega em 2011 — e que as autoridades já afirmaram ser também uma personagem que suscitava interesse no atirador de Munique.

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