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Quem era o padre Jacques Hamel, degolado em Rouen?

Este artigo tem mais de 4 anos

O pároco de 86 anos degolado na sequência do ataque a uma igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, em Rouen, no norte de França era descrito como "um homem bom e de paz, sempre ao serviço dos outros".

O Padre Jacques Hamel foi ordenado em 1958 e celebrou 50 anos ao serviço da igreja em 2008
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O Padre Jacques Hamel foi ordenado em 1958 e celebrou 50 anos ao serviço da igreja em 2008

Mohammed Chirani/Facebook

O Padre Jacques Hamel foi ordenado em 1958 e celebrou 50 anos ao serviço da igreja em 2008

Mohammed Chirani/Facebook

Jacques Hamel, o padre degolado por um terrorista em Rouen, na região da Haute-Normandie (no norte da França) era pároco auxiliar da igreja de Saint-Étienne, uma das duas paróquias da vila de Saint-Étienne-du-Rouvray. O ataque à igreja aconteceu depois da celebração da eucaristia, levada a cabo pelo padre Jacques — como era conhecido pelos paroquianos — em substituição do sacerdote responsável, o Padre Auguste Moanda-Phuati que se encontrava em Cracóvia, na Polónia, onde decorrem as Jornadas Mundiais da Juventude.

O sacerdote Jacques Hamel nasceu em 1930 em Darnétal, na região francesa de Seine-Maritime, no nordeste da França. Foi ordenado padre em 1958 e celebrou os seus 50 anos ao serviço da igreja em 2008, refere o jornal Le Figaro citando o site da paróquia.

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O Padre Jacques Hamel numa fotografia divulgada pela Diocese de Rouen

“Era um padre corajoso para a sua idade. Os sacerdotes têm o direito de se aposentar aos 75 anos, mas ele preferiu continuar a trabalhar ao serviço das pessoas, porque ainda se sentia forte“, contou emocionado o Padre Auguste Moanda-Phuati ao jornal La Voix du Nord.

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O padre Jacques escolheu continuar a exercer o sacerdócio porque sabia que não existiam párocos suficientes e além do mais achava impossível que um padre pudesse algum dia reformar-se verdadeiramente. “Alguma vez se viu um padre na reforma? Vou trabalhar até ao meu último suspiro“, é uma das frases que lhe é atribuída sobre a forma como encarava a sua missão.

“Era uma pessoa muito apreciada, era um homem bom, simples e sem grandes extravagâncias. Beneficiámos muito da sua experiência e sabedoria na paróquia de Saint Étienne. Esteve ao serviço das pessoas toda a sua vida”, disse o padre de origem congolesa sobre o seu auxiliar.

Numa das suas últimas comunicações oficiais aos paroquianos de Saint-Étienne, o Padre Jacques falou da reflexão necessária em tempo das férias e deixou um convite aos fiéis:

Que possamos ouvir nesses momentos o convite de Deus para cuidar deste mundo onde vivemos e fazer dele um lugar mais caloroso, mais humano e mais fraterno”, lê-se na carta.

Muitos dos fiéis que privaram com o Padre Jacques Hamel ou dele receberam sacramentos, têm deixado as suas manifestações de pesar através da rede social Twitter.

https://twitter.com/EmmaTrolet/status/757869965982720000

https://twitter.com/DamssGmS/status/757900503065976833

Era um padre muito popular entre os fiéis. A comunidade católica é muito unida em Saint-Étienne, onde existem duas paróquias. Na temporada de férias, é uma comunidade de apenas 600 fiéis, mas a vida religiosa é muito animada”, disse o capelão da paróquia, Victor Mbeindjock Nola, ao Le Figaro.

Era conhecido por promover o diálogo com o Islão

Mohammed Chirani, presidente da associação “Parle-moi d’Islam” que quer dar a conhecer o Islão como religião de paz e promover o diálogo inter-religioso em França, prestou homenagem ao Padre Jacques Hamel.

“Pelo homem de fé que sempre trabalhou para que pudéssemos viver juntos e promover o diálogo islâmico-cristão, eu rezo a Deus para que te receba na sua infinita misericórdia”, escreve na publicação.

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