As 25 maiores fortunas de Portugal valem 15 mil milhões de euros, um valor que cresce pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com o ranking elaborado pela revista Exame.

A valorização de 2% na soma do património dos “milionários” nacionais não foi igual para todos. Uma das tradicionais presenças no top dos mais ricos, Belmiro de Azevedo, perdeu o lugar no pódio ao cair para quarto lugar na lista da Exame. Esta “despromoção” é explicada pela desvalorização em bolsa das empresas do universo Sonae que são controladas pela família de Belmiro de Azevedo que já foi o homem mais rico de Portugal.

Américo Amorim mantém-se no primeiro lugar dos mais ricos, posição que ocupa desde 2013. A principal fatia da sua fortuna, avaliada em 3,1 mil milhões de euros, vem da participação que controla na Galp Energia. E o crescimento registado da ordem dos 600 milhões de euros, resulta do comportamento da petrolífera em bolsa, apesar da queda do preço do petróleo.

Amorim ganha distância em relação ao segundo classificado, Alexandre Soares dos Santos, que também viu o seu património crescer 200 milhões de euros, para mais de dois mil milhões de euros. No entanto, a família Soares dos Santos, maior acionista da Jerónimo Martins, é a mais representada no ranking dos mais ricos. Maria Isabel dos Santos, a mulher mais rica de Portugal, ocupa o oitavo lugar, graças aos 10% que detém na sociedade que controla a empresa de distribuição.

Em terceiro, surge a família Guimarães de Mello, representada por Vasco de Mello, que controla empresas como a Brisa, a Cuf e Mello Saúde. Segundo a publicação, os três mais ricos concentram um património avaliado em 6,5 mil milhões de euros, o que representa mais de 40% das 25 maiores fortunas que, por sua vez, equivalem 8,3% do PIB nacional.

A lista das 10 maiores fortunas da revista Exame (o ranking dos 25 será publicado na revista que vai para as bancas esta quinta-feira).

  • Américo Amorim: 3071 milhões de euros (2484,2 milhões no ranking anterior, que já liderava)
  • Alexandre Soares dos Santos: 2078 milhões de euros (vs. 1763,2 milhões de euros no ranking anterior, quando já era segundo)
  • Família Guimarães de Mello: 1285 milhões de euros (vs. 1189,4 milhões de euros, subindo agora ao terceiro lugar no ranking)
  • Belmiro de Azevedo: 1150 milhões de euros (vs. 1382,5 milhões de euros quando estava em terceiro lugar no ranking)
  • António da Silva Rodrigues: 1115 milhões de euros (967 milhões de euros no estudo anterior, já figurando no quinto lugar)
  • Família Alves Ribeiro: 972 milhões de euros (vs. 663 milhões de euros, um dos maiores crescimentos de fortuna. Já ocupava o sexto lugar)
  • Fernando Campos Nunes: 561,9 milhões de euros (539,2 milhões de euros no ano passado, mantendo o lugar)
  • Maria Isabel dos Santos: 545,5 milhões de euros (vs. 448 milhões de euros anteriores, sobe de 9.º para 8.º lugar)
  • Fernando Figueiredo dos Santos: 545,5 milhões de euros (448 milhões de euros anteriores. Era 10.º lugar)
  • Dionísio Pestana: 480 milhões (506,6 milhões de euros em 2015. Perde fortuna e cai de 8º lugar para 10.º).

Os valores foram apurados a partir de fontes de informação disponíveis, como os relatórios e contas das empresas, informação institucional e de mercado e entrevistas publicadas. No caso das empresas negociadas em bolsa foram consideradas as cotações de 20 de junho. Foram excluídos do estudo os casos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.