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Comissão Europeia

Ministro alemão Schäuble fez “lóbi” para não haver sanções a Portugal e Espanha

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Ministro das Finanças alemão interveio pessoalmente na decisão. Segundo o "Handelsblatt", Wolfgang Schäuble telefonou a vários comissários para os persuadir de que não seria bom aplicar sanções.

AFP/Getty Images

O ministro das Finanças alemão interveio pessoalmente na decisão tomada esta quarta-feira pelo Colégio de Comissários sobre as (não) sanções a Portugal e Espanha. Segundo o jornal alemão Handelsblatt, Wolfgang Schäuble telefonou a vários comissários para os persuadir de que não seria bom aplicar sanções financeiras aos dois países.

A informação, avançada pelo jornal alemão, cita “diplomatas europeus com posições elevadas”. Talvez por influência destes telefonemas, a maioria dos comissários votou pela decisão que foi tomada, isto é, cancelar a aplicação de eventuais sanções. Apenas quatro comissários votaram favoravelmente à aplicação de sanções.

O Observador contactou fonte oficial do Ministério das Finanças da Alemanha, procurando uma confirmação a esta notícia, mas ainda não obteve resposta. Esta notícia será atualizada com eventual confirmação ou clarificação por parte do Ministério de Wolfgang Schäuble.

O Ministério das Finanças já teve, contudo, uma reação oficial, emitida logo após ser conhecida a decisão. O ministério de Schäuble considerou que a decisão dos comissários era, à primeira vista, “globalmente compreensível”.

Na altura em que o processo de sanções foi aberto, Wolfgang Schäuble defendeu que o que estava em causa não estaria uma intenção de sancionar Portugal e Espanha mas, sim, criar “incentivos” para que os países tomassem medidas “que são do seu próprio interesse”.

Após três horas de discussão, a Comissão Europeia decidiu nesta quarta-feira cancelar as multas a Portugal e Espanha pelo incumprimento das metas do défice público de 2015. Bruxelas vai, contudo, exigir objetivos mais duros, e já para 2016, incluindo medidas de consolidação orçamental com impacto estrutural no valor de 0,25% do produto interno bruto (PIB).

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