Pedro Passos Coelho revelou esta quinta-feira ter convidado António Costa para vice-primeiro-ministro logo a seguir às eleições legislativas, quando manteve conversações com o PS sobre a possibilidade de formar Governo. O convite foi feito um dia depois de Passos ir a Belém falar com Cavaco Silva, num encontro informal com o líder socialista, contou o presidente do PSD numa entrevista à revista “Sábado”. Passos disse que Paulo Portas concordou em deixar de ser o número dois do Governo para viabilizar uma solução governativa maioritária. No entanto, António Costa rejeitou o convite e alegou que não faria sentido somar o PS à coligação Portugal à Frente.

No que se refere ao caso Banif, cuja comissão de inquérito chegou ao fim com grande tensão entre o PS e o PSD, Passos Coelho reconheceu que a notícia da TVI dificultou a situação do banco. O líder do PSD defendeu, na mesma entrevista, que o “Banif de 2015 não era o de 2012” uma vez que estava com “resultados positivos” e considerou “curioso” o facto de ter sido o primeiro-ministro a divulgar a resolução do banco, em vez ser do governador do Banco de Portugal. Na sua opinião, devia ter sido feito o carve out do banco (uma solução semelhante à do Novo Banco), e que era a intenção do seu Governo.

Sobre a relação com Assunção Cristas, líder do CDS, Passos Coelho disse à “Sábado” ter uma relação “muito descomplexada”, afirmando que tem conversas regulares quando assim se justifica. O líder do PSD também afirmou que não lhe causam “nenhuma desconfiança” as notícias que dão Luís Montenegro, líder parlamentar, como um eventual sucessor. Passos recusou, na mesma entrevista, que o resultado das autárquicas pudesse pôr a sua liderança em causa: “Não colocarei a discussão da minha liderança em jogo por causa do resultado autárquico”.

Texto editado por Vítor Matos

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