O comércio externo de mercadorias de Macau caiu 19,4% no primeiro semestre deste ano, comparando com o mesmo período de 2015, segundo dados oficiais divulgados esta sexta-feira.

O valor global das importações e exportações de Macau nos primeiros seis meses do ano ascendeu a 38,71 mil milhões de patacas (4,36 mil milhões de euros) e tanto as importações como as exportações caíram em relação ao primeiro semestre de 2015.

As exportações diminuíram 6,5% e as importações foram menos 21,1%, pelo que “o défice da balança comercial no primeiro semestre alargou-se, atingindo 28,50 mil milhões de patacas” (3,2 mil milhões de euros), segundo um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau.

A economia de Macau encontra-se em queda desde o terceiro trimestre de 2014, ano em que, pela primeira vez desde a transferência do exercício de soberania de Portugal para a China, em 1999, o PIB registou uma diminuição (-0,9%). Em 2015, o PIB caiu 20,3%.

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Já no primeiro trimestre deste ano, a economia registou uma contração real de 13,3% em termos anuais.

A queda do PIB relaciona-se com a queda das receitas dos casinos, que começaram a cair em junho de 2014, as quais constituem a principal fonte de receitas públicas e são o pilar da economia do território, o maior centro de jogo do mundo.

Analisando a exportação por países ou territórios de destino, o valor exportado de mercadorias para a China Continental no primeiro semestre deste ano atingiu 890 milhões de Patacas (+4,1%, em termos anuais). Salienta-se que se exportaram 844 milhões de Patacas (+2,4%) de mercadorias para as nove províncias do Grande Delta do Rio das Pérolas.

Por seu turno, o valor exportado de mercadorias para Hong Kong foi de 3,00 mil milhões de Patacas, tendo diminuído 11,1%. Os valores exportados de mercadorias para a União Europeia (92 milhões de Patacas) e para os Estados Unidos da América (75 milhões de Patacas) desceram 29,4% e 22,7%, respetivamente.

Exportaram-se 4,75 mil milhões de Patacas de produtos não têxteis, ou seja, menos 6,5%, em termos anuais. Destaca-se que os valores exportados de relógios e aparelhos semelhantes (534 milhões de Patacas) e de máquinas, aparelhos e suas partes (482 milhões de Patacas) baixaram 32,5% e 21,7%, respetivamente, porém, o valor exportado de componentes eletrónicos (577 milhões de Patacas) aumentou 46,2%. Exportaram-se ainda 354 milhões de Patacas de produtos têxteis e vestuário, que se reduziram 6,4%, em termos anuais.

Quanto aos países ou territórios de origem, importaram-se mercadorias da China Continental (12,38 mil milhões de Patacas) e da União Europeia (7,99 mil milhões de Patacas), durante o primeiro semestre do corrente ano, as quais diminuíram 21,6% e 17,8%, respetivamente, em termos anuais. Em relação aos países ou territórios de procedência, importaram-se 5,58 mil milhões de Patacas de mercadorias da China Continental (-9,2%, em termos anuais).

Realça-se que 5,31 mil milhões de Patacas eram das nove províncias do Grande Delta do Rio das Pérolas (-9,2%). Importaram-se 20,85 mil milhões de Patacas de bens de consumo (-16,9%, em termos anuais), dos quais 1,96 mil milhões de Patacas eram de relógios de pulso (-41,6%) e 593 milhões de Patacas eram de automóveis de passageiros e motociclos (-56,7%). Além disso, os valores importados de combustíveis e lubrificantes (2,88 mil milhões de Patacas), de telemóveis (2,30 mil milhões de Patacas), bem como de materiais de construção (1,06 mil milhões de Patacas) registaram diminuições de 16,9%, 47,6% e 32,3%, respetivamente.

O valor total do comércio externo de mercadorias no primeiro semestre de 2016 correspondeu a 38,71 mil milhões de Patacas e desceu 19,4%, face aos 48,04 mil milhões de Patacas registados no idêntico período de 2015.