A partir de sexta-feira vai ser possível comercializar um medicamento da MSD para a hepatite C crónica. A decisão foi tomada pela Comissão Europeia e abrange os 28 países membros e ainda na Islândia, Liechtenstein e Noruega, países que pertencem ao Espaço Económico Europeu.

O Dia Mundial da Hepatite C foi assinalado esta quinta-feira e foi analisada a estratégia de eliminação global do vírus. A Organização Mundial de Saúde pretende neutralizar a ameaça da doença para a saúde pública até 2030. A estratégia passa por prevenir a transmissão da doença infecciosa, investir no diagnóstico e disponibilizar medicamentos inovadores.

Em comunicado, a farmacêutica MSD diz ter “um legado de mais de 30 anos no combate à hepatite C crónica e continua empenhada em proporcionar opções de tratamento ao maior número de doentes e em ajudar a reduzir o impacto da doença em todo o mundo”.

“Apesar dos recentes avanços a nível do tratamento, a hepatite C continua a representar um grave problema de saúde pública, nomeadamente em grupos de risco, como é o caso dos doentes reclusos e dos doentes em terapêutica agonista de opióides”, lê-se no comunicado.

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Nove em cada dez utentes em tratamento da toxicodependência que são utilizadores de droga por via endovenosa têm o vírus da hepatite C em Portugal. Nos estabelecimentos prisionais, 72% dos reclusos que têm VIH têm também o vírus.

O comunicado da farmacêutica chama à atenção para um flagelo que esteve esta quinta-feira “na agenda pública de autoridades de saúde e políticos de todo o mundo, numa altura em que ainda afeta de 130 a 150 milhões de pessoas a nível mundial e causa cerca 500 mil mortes por ano”.