O Presidente turco, Tayyip Erdogan, vai retirar as queixas que tinham sido apresentadas contra quem o insultou. A notícia é avançada pela agência Associated Press.

Erdogan anunciou a decisão esta sexta-feira num evento no palácio presidencial, em Ancara, que homenageava todos aqueles que morreram durante a tentativa de golpe de Estado falhada de 15 de julho.

O Presidente turco disse que esta é a única vez que o fará e acrescentou que acredita que “se não fizermos uso desta oportunidade corretamente, irá dar às pessoas o direito de nos agarrarem pelo pescoço. Acredito que todas as fações da sociedade, políticos em primeiro lugar, devem comportar-se de acordo com esta nova realidade, esta nova situação sensível que atravessamos.”

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Centenas de pessoas tinham sido acusadas de insulto ao presidente, incluindo nas redes sociais.

No mesmo evento, Erdogan lembrou que nenhum líder de qualquer país da União Europeia e do Ocidente visitou o país ou prestou condolências depois da tentativa de golpe de Estado e disse: “Algumas pessoas aconselham-nos. Dizem que estão preocupadas. Metam-se na vossa vida! Olhem para as vossas ações.”

Aproveitou também a oportunidade para voltar a acusar o líder religioso Fethullah Gulen pelo golpe de Estado e garante que “limpámos o exército dos elementos FETO que se disfarçavam de soldados”, referindo-se a alegados aliados de Gulen.