As Forças Armadas turcas vão continuar a combater o grupo “jihadista” Estado Islâmico (EI) e sair reforçadas da ampla remodelação na sequência do fracassado golpe de Estado, afirmou, esta sexta-feira, o chefe da diplomacia de Ancara.

Na quinta-feira, e citado por ‘media’ norte-americanos, o general Joseph Votel, comandante das operações do Pentágono no Médio Oriente, insinuou que as turbulências políticas na Turquia poderiam afetar o seu desempenho na coligação internacional que combate o grupo “jihadista”.

No decurso de um encontro com a imprensa estrangeira em Ancara, o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, definiu estas declarações como “ridículas” e “infelizes”.

Os militares turcos estão envolvidos no combate ao EI mas também contra a rebelião curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

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Para o chefe da diplomacia, duvidar da capacidade do exército turco em combater estas grupos após o golpe “revela falta de conhecimentos (…) ou más intenções”.

Na quinta-feira o Governo turco promoveu uma remodelação radical das suas Forças Armadas, na sequência da tentativa de golpe de Estado na noite de 15 para 16 de julho.

As autoridades demitiram cerca de metade dos seus generais (149 dos mais graduados), e que estão em prisão preventiva, todos acusados de ligações ao movimento do clérigo Fethullah Gülen, exilado nos EUA e que Ancara acusa de ter fomentado o golpe de Estado.

O ministro negou que a instituição militar fique enfraquecida na sequência das vastas purgas.

“Pelo contrário, e ao afastarmos estes elementos [pró-Gülen], o nosso exército será mais dinâmico (…) e mais eficaz”, disse.

A Turquia, que já foi atingida por atentados atribuídos aos ‘jihadistas’ do EI, tem procedido com regularidade a disparos de artilharia em direção à vizinha Síria.

Ancara também colocou à disposição da coligação militar internacional dirigida por Washington a base aérea de Incirlik, para em princípio bombardear posições sob controlo “jihadista” no Iraque e na Síria.