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O mapa do horror nos últimos 17 dias

Este artigo tem mais de 5 anos

Tudo começou em Nice, no dia da Tomada da Bastilha. Seguiram-se outros oito crimes. Alguns deles foram reivindicados pelo Estado Islâmico. O último ocorreu esta terça-feira, numa igreja em França.

O ataque terrorista desta terça-feira à igreja de Saint-Etiénne-du-Rouvray foi reivindicado pelo Estado Islâmico
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O ataque terrorista desta terça-feira à igreja de Saint-Etiénne-du-Rouvray foi reivindicado pelo Estado Islâmico

AFP/Getty Images

O ataque terrorista desta terça-feira à igreja de Saint-Etiénne-du-Rouvray foi reivindicado pelo Estado Islâmico

AFP/Getty Images

Foram dias negros, de medo e insegurança, que “tingiram” de sangue não só a Europa e a França — onde ocorreu o primeiro de nove crimes sangrentos em 17 dias –, mas que propagaram o seu rasto de morte um pouco por todo o mundo, dos Estados Unidos ao Japão. Muitos dos crimes foram considerados atos terroristas e, mesmo que perpetrados por um “lobo solitário”, reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico. Outros não tiveram qualquer ligação ao grupo extremista, sendo diversos os motivos que estiveram na sua origem: desde rixas entre gangues, a homicídios perpetrados por criminosos com distúrbios psicológicos graves. Ao todo, 120 pessoas perderam a vida.

Entretanto, esta sexta-feira à noite, no âmbito de uma operação antiterrorismo de larga escala, foram detidos dois irmãos suspeitos de prepararem um atentado na Bélgica. Não foi encontrada, para já, qualquer ligação aos ataques de 22 de março no Aeroporto Internacional de Bruxelas e na estação de metro de Maelbeek. E também esta semana, mais precisamente na quarta-feira, uma mala explodiu nas imediações de um centro de acolhimento para refugiados na cidade alemã de Zirndorf, perto de Nuremberga. A mala encontrava-se repleta de aerossóis no seu interior. As testemunhas no local identificaram um homem com cerca de 30 anos, acompanhado por uma mulher com perto de 25, como sendo os alegados proprietários da mala. Não houve qualquer vítima a registar. Os suspeitos continuam a monte e o ataque não foi reivindicado, desconhecendo-se, por ora, se foi ou não um ato terrorista.

Dia: 14 de julho

Mohamed Lahouaiej Bouhlel atropelou mortalmente 84 pessoas. O ato terrorista ocorreu na Promenade des Anglais, em Nice, França.

Police secure the area where a truck drove into a crowd during Bastille Day celebrations in Nice, France, 15 July 2016. According to reports, at least 84 people died and many were injured after a truck drove into the crowd on the famous Promenade des Anglais during celebrations of Bastille Day in Nice, late 14 July. Anti-terrorism police took over the investigation in the incident, media added. EPA/ANDREAS GEBERT

Foi utilizado um camião de 19 toneladas para o atentado (Créditos: EPA/ANDREAS GEBERT)

País?
França

O que aconteceu?
Um camião de 19 toneladas avançou a alta velocidade sobre a multidão que celebrava a Tomada da Bastilha, feriado nacional em França, na muito movimentada Promenade des Anglais, em Nice. A rua estava fechada, mas mesmo assim o condutor foi capaz de percorrer cerca de dois quilómetros, fazendo várias vítimas durante o trajeto, até ser abatido pela polícia.

O atentado durou aproximadamente 45 segundos e resultou em 84 mortos (10 eram crianças e adolescentes) e mais de 200 feridos. No interior do camião foi encontrada uma pistola de calibre 7.65, assim como duas armas e duas granadas, todas elas falsas.

Quem foi o autor?
Era Mohamed Lahouaiej Bouhlel quem estava a conduzir o camião. O francês de origem tunisina, com 31 anos, tinha três filhos e a mulher chegou mesmo a ser detida para interrogatório. Embora tenha agido sozinho, as autoridades acreditam que o homem planeou o atentado durante meses, com “apoio e cúmplices”. A informação foi confirmada pela Procuradoria francesa, com base na análise do telemóvel e do computador pessoal de Bouhlel.

Foram detidas cinco pessoas suspeitas de participarem nesse planeamento e, segundo a CNN, uma delas enviou uma mensagem a Bouhlel, dando instruções para que o camião fosse carregado “com toneladas de ferro” e para que os travões fossem removidos.

Quem são as vítimas?
Fatima Charrihi
, 60 anos, terá sido a primeira vítima; deixou sete filhos. Veronique Lion (55 anos), Michael Pellegrini (28), Fracois Locatelli (78), Gisele e Germain Lion (63 e 68), todas de uma mesma família. Timothe Fournier, de 27 anos, trabalhava numa tabacaria em Paris. Viktoria Savchenko era estudante, russa e tinha 20 anos. Robert Marchand, 60 anos, era supervisor industrial. Rachel Erbs tinha 39 anos e Aldjia Bouzaouit, 42. Emmanuel Grout, 48 anos, era polícia e estava de folga naquele dia. Magdalena e Marzena Chrzanowska eram irmãs, de 21 e 20 anos, respetivamente. Sean e Brodie Copeland, 51 e 11 anos, pai e filho, eram turistas norte-americanos; o jovem Brodie era jogador de basebol no Texas. Nicolas Leslie, 20 anos, era estudante. Laurence Tavet, 49 anos, e o filho Yanis, com apenas 7 anos, também morreram na Promenade des Anglais. David Bonnet tinha 44 anos. Olfa Khalfallah, 31 anos, Killian Merji, quatro), Bilal Labaoui, 25, e Mohamed Toukab, 50, eram tunisinos. Mino Razafitrimo, de 31 anos, era de Madagáscar. Igor Chekechko, de 48 anos, tinha origem russa mas vivia na Bélgica. Roman Ekmaliyan, 56 anos, da Geórgia, também vivia na Bélgica. Duas crianças e uma mulher de 70 anos, Ferkous Rahmouni, da Argélia, também morreram no atentado. Saskia S., professora alemã, e dois dos seus alunos, Silan e Selma, morreram igualmente às mãos de Mohamed Lahouaiej Bouhlel. Houve ainda uma vítima da Arménia, outra da Ucrânia e duas de Marrocos. Laura Borla, de 14 anos, é outra das vítimas mortais. Houve ainda duas vítimas suíças: uma era criança e outra Linda Siccardi, tinha 54 anos. Entre as restantes vítimas menores de idade identificadas estão Yannis Couviaux (quatro anos), Mehdi H. (12), Amie (12) e Laura Borla (adolescente). Estes são os nomes reunidos pela BBC mas, no total, foram 84 as vítimas mortais. Sabe-se que António Soares, português, ficou ferido no atentado e teve de ser submetido a cirurgia.

Foi o Estado Islâmico?
Acredita-se que sim. Pelo menos, o atentado foi reivindicado pelo grupo terrorista dois dias depois. O Estado Islâmico garantiu ainda que o atentado era uma resposta de Mohamed Lahouaiej Bouhlel aos apelo de combate contra os cidadãos e as nações que lutam contra o autoproclamado califado.

Dia: 17 de julho

O ex-marine Gavin Eugene Long abateu três policias em Baton Rouge, Louisiana, EUA.

Gavin Long, o atirador, partilhava vídeos nas redes sociais criticando a polícia (Créditos: ANDERSON/EPA)

O que aconteceu?
Um homem disparou sobre a polícia em Baton Rouge, Louisiana. Três polícias morreram na sequência dos disparos. Outros três agentes ficaram feridos e foram hospitalizados, um deles em estado crítico.

Quem foi o autor?
Gavin Eugene Long, um ex-marine que fazia 29 anos naquele dia. Agiu sozinho, embora as autoridades tenham acreditado inicialmente que os disparos foram protagonizados por mais do que um atirador. Long vivia no Missouri e foi abatido por um agente da SWAT.

Quem são as vítimas?
Brad Garafolda, com 45 anos, agente desde 1992; Matthew Gerald, de 41 anos, também ele um ex-Marine e polícia apenas há quatro meses; Montrell Jackson, com 32 anos, agente desde 2006.

Foi o Estado Islâmico?
Não. Gavin Long, o atirador, partilhava vídeos no YouTube criticando a forma como a polícia tem tratado os cidadãos afro-americano, incitando a que se fizesse “justiça” contra as forças policiais.

Recorde-se que no início de julho, em Dallas, também nos Estados Unidos, cinco polícias morreram e outros sete ficaram feridos, depois de terem sido baleados numa manifestação contra a violência policial sobre afro-americanos no país. O autor dos disparos foi Micah Johnson, um antigo soldado — também ele afro-americano — de 25 anos. Segundo o chefe da polícia local, David Brown, o homem terá planeado o tiroteio antes dos episódios de violência policial que provocaram a morte de dois afro-americanos, um no Luisiana e outro no Minesota, episódios esses que estiveram na origem da manifestação de Dallas.

Dia: 18 de julho

O adolescente Muahammad Riayad, armado com um machado, feriu quatro pessoas, três delas com gravidade, Wurzburg, Alemanha.

O atacante foi abatido pela polícia alemã depois do ataque (Créditos: Karl-Josef Hildenbrand/EPA)

O que aconteceu?
A bordo de um comboio que ligava Wurzburg-Heidingsfeld a Ochsenfurt, um adolescente armado com um machado e uma faca feriu quatro pessoas, três delas com gravidade. O rapaz foi abatido pela polícia alemã enquanto tentava fugir.

Quem foi o autor?
O ataque foi perpetrado por Muahammad Riayad, um refugiado de origem afegã com apenas 17 anos de idade. Riayad entrou como migrante na Alemanha, sem os pais, e pediu asilo às autoridades alemãs. Sabe-se ainda que o adolescente vivia há duas semanas com uma família de acolhimento e que trabalhou numa padaria. Quem conhecia Riayad diz que era um “muçulmano não fanático”. A radicalização terá sido rápida, de acordo com o ministro do Interior da Baviera.

Quem são as vítimas?
Este ataque não resultou em vítimas mortais, apenas feridos: quatro ao todo. Outras 14 pessoas ficaram em estado de choque com o sucedido. Desconhece-se, por isso, a sua identidade.

Foi o Estado Islâmico?
Sim. As testemunhas que seguiam no comboio afirmam que o jovem gritou “Allahu Akbar” durante o ataque e, de acordo com Joachim Herrman, ministro da Administração Interna da Baviera, o rapaz tinha uma bandeira do Estado Islâmico no quarto. Além disso, o próprio grupo terrorista reivindicou o ataque no dia seguinte e publicou um vídeo na internet onde Muahammad Riayad se assumia “um soldado do califado” e ameaçava com mais ataques. Porém, vários especialistas duvidam que este tenha sido um ataque organizado nas fileiras do Estado Islâmico, pelo que se acredita que Riayad terá agido sozinho, por sua própria iniciativa.

Dia: 22 de julho

Ali David Sonboly, 18 anos, criou um perfil falso no Facebook para atrair as vítimas para o local do tiroteio. Matou dez pessoas, quase todas menores. Munique, Alemanha

O tiroteio começou num restaurante McDonald’s, perto do centro comercial Olympia, em Munique (Créditos: ANDREAS GEBERT/AFP/Getty Images)

O que aconteceu?
Um adolescente, munido de uma pistola glock de 9 mm, começou a disparar nas vizinhanças do centro comercial Olympia, em Munique. Primeiro, em frente a um restaurante McDonald’s. Depois, dentro do próprio centro comercial. Enquanto disparava, o adolescente gritava “malditos turcos”, “eu sou alemão” e “eu nasci aqui”. O ataque terminou quando o atirador se suicidou com um tiro na cabeça. Morreram dez pessoas e 16 ficaram feridas.

Quem foi o autor?
Ali David Sonboly, 18 anos, com dupla nacionalidade (alemã e iraniana) foi o autor do atentado. No cadastro tinha apenas um pequeno furto com outros adolescentes, há já vários anos. Ali estaria sob tratamento psiquiátrico. O alvo deste jovem seriam outros jovens e foi avançado pela imprensa internacional que terá criado um perfil falso no Facebook para atrair mais vítimas para o local do tiroteio. Segundo a polícia, era “obcecado por tiroteios”, tendo sido encontrado um livro sobre outros ataques do género no quarto dele. Tinha cerca de 300 munições na mochila na altura do ataque. Ali era conhecido pelos vizinhos como o “filho do taxista”, sendo visto como um rapaz “pacato”.

Quem são as vítimas?
As vítimas foram, sobretudo, menores: de 14 anos, Sabina Sulaj, Armela Segashi e Can Leyla; de 15 anos, Roberto Rafael e Selçuk Kiliç; de 18 anos, Guiliano Kollmann; de 19 anos, Hüseyin Dayıcık; de 21 anos, Dijamant Zabergja; de 45 anos, Sevda Dağ.

Foi o Estado Islâmico?
As circunstâncias do ataque apontam para “um tiroteio de raiva clássico”, disseram as autoridades. Ou seja, não esteve relacionado com o Estado Islâmico. Antes pelo contrário: segundo o Der Spiegel, Ali David Sonboly terá escrito “Turquia=ISIS” (“Turquia é igual a Estado Islâmico”) num videojogo. Recorde-se também que o rapaz gritou “malditos turcos” enquanto estava a disparar sobre as vítimas.

Dia: 25 de julho

Uma discussão no parque de estacionamento de uma discoteca na Flórida acabou em troca de tiros. Do tiroteio resultaram dois mortos e 16 feridos. EUA

No interior da discoteca Clube Blu Bar and Grill decorria uma festa com adolescentes (Créditos: CRISTOBAL HERRERA/EPA)

O que aconteceu?
Uma discussão no parque de estacionamento da discoteca Club Blu Bar and Grill, em Fort Myers, na Flórida, acabou em troca de tiros. Desconhecem-se os motivos concretos dos disparos. No interior da discoteca estava a decorrer uma festa de adolescentes e muitos estavam já a abandonar o local, acompanhados pelos pais. Do tiroteio resultaram dois mortos e 16 feridos, entre eles, vários menores. Perto do local terá ocorrido outro tiroteio, que resultou num ferido. Mas não se conhece qualquer relação entre ambos.

Quem foi o autor?
Para já, a polícia deteve três suspeitos, que foram interrogados. Desconfia-se que uma criança de 12 anos também pode estar diretamente envolvida no tiroteio, mas desconhece-se em que termos.

Quem são as vítimas?
Segundo a Vice, as vítimas foram Stef’An Strawder, de 18 anos, e Sean Archilles, de 14.

Foi o Estado Islâmico?
Nada aponta para que este tiroteio esteja relacionado com terrorismo, ou com o Estado Islâmico.

Dia: 25 de julho

19 pessoas foram mortas e outras 25 foram feridas. As vítimas eram pacientes de instituição para portadores de deficiência no Japão.

A rescue worker stands by beside ambulances near the Tsukui Yamayuri En care centre where a knife-wielding man went on a rampage in the city of Sagamihara, Kanagawa prefecture, some 50 kms (30 miles) west of Tokyo on July 26, 2016. At least 19 people were killed when the man went on a rampage at the care centre for the mentally disabled in Japan early on July 26, a fire official said. / AFP / JIJI PRESS / JIJI PRESS / Japan OUT (Photo credit should read JIJI PRESS/AFP/Getty Images)

O homicida este internado pouco tempo antes do crime num hospital psiquiátrico (Créditos: JIJI PRESS/AFP/Getty Images)

O que aconteceu?
Um homem entrou numa instituição para portadores de deficiência em Sagamihara, cidade localizada a cerca de 50 quilómetros de Tóquio, no Japão, e esfaqueou 19 pessoas até à morte. Nesse mesmo dia, a polícia alertou para a possibilidade deste homem cometer um ato violento, depois de ter tentado entregar uma carta a um deputado local, em que manifestava a intenção de “matar 470 deficientes pelo bem do Japão”.

Quem foi o autor?
O atacante é um homem japonês de 26 anos, que já trabalhara naquele centro para deficientes. O homem, que se entregou à polícia depois do ataque, esteve internado recentemente num hospital psiquiátrico, por ser considerado perigoso. A 2 de maio passado teve alta, após 12 dias de internamento, depois de os psiquiatras terem concluído que tinha melhorado e que já não representava perigo. Quando se entregou às autoridades, o suspeito terá afirmado que queria “os deficientes fora deste mundo”. O homem despediu-se da instituição para portadores de deficiência (onde trabalhava desde 2012) a 19 de fevereiro passado.

Quem são as vítimas?
“Os médicos confirmaram a morte de 19 pessoas”, disse um porta-voz dos bombeiros citado pela agência de notícias AFP. Outras 25 pessoas ficaram feridas, 20 delas com gravidade, segundo a mesma fonte. As instalações tinham cerca de 150 residentes na altura do ataque, oito delas funcionários. As vítimas tinham idades entre os 19 e os 70 anos, de acordo com a agência Kyodo, que cita o departamento de controlo de acidentes da cidade de Sagamihara. Um médico citado pela televisão NHK afirmou que os restantes pacientes estavam psicologicamente em “estado de choque” e não conseguiam falar.

Foi o Estado Islâmico?
Não. “As vidas das pessoas com múltiplas deficiências são extremamente difíceis e, por isso, o meu objetivo é conseguir um mundo em que essas pessoas recebam a eutanásia com o consentimento de um tutor”, escreveu o homem, numa carta em que explicava as razões do seu crime.

Dia: 26 de julho

Um alemão de 72 anos atacou o dentista cirurgião que o atendeu pouco tempo antes no Hospital de Steglitz, em Berlim.

A police car is seen following a shooting on July 26, 2016 at a hospital in south-western Berlin. A patient shot a doctor before committing suicide at a Berlin hospital on Tuesday, police said, adding there was no sign the incident was a terrorist attack. / AFP / TOBIAS SCHWARZ (Photo credit should read TOBIAS SCHWARZ/AFP/Getty Images)

A polícia alemã concluiu que não há qualquer relação com terrorismo neste crime (Créditos: TOBIAS SCHWARZ/AFP/Getty Images)

O que aconteceu?
Um paciente disparou sobre um médico no Hospital Universitário de Steglitz, um dos maiores hospitais de ensino da Europa, que fica na zona sudoeste de Berlim.

Quem foi o autor?
O atacante é um paciente alemão de 72 anos, que foi tratado no dia naquele mesmo dia. Desconhece-se a sua identidade.

Quem são as vítimas?
Inicialmente, a polícia de Berlim tinha escrito no Twitter que o médico “ficou ferido e em estado crítico”, tendo sido encaminhado para os cuidados intensivos”. Mais tarde, acrescentaria: “O médico infelizmente faleceu.” O ataque aconteceu ao meio dia (hora de Lisboa). E, segundo o Bild, o atacante suicidou-se depois de ter disparado sobre o médico de 55 anos, um dentista cirurgião.

Foi o Estado Islâmico?
A polícia alemã destacou para o local do crime uma unidade antiterrorismo e o edifício foi evacuado. Depois, viria acrescentar que não há indicação de qualquer ligação com terrorismo. A polícia refere também que não há indícios de que existam outras pessoas envolvidas neste crime.

Dia: 26 de julho

Um tiroteio num centro comercial da Suécia provocou um ferido. Os autores do crime terão fugido do local a pé e continuam a monte.

TO GO WITH AFP STORY by Marc Preel File photo taken 09 July 2007 shows the entrance to the Rosegaard estate in Malmoe, southern Sweden. Around 86 percent of the some 22,000 people who live in the towering, grey, 1960s concrete structures that make up the heart of this Malmoe suburb in the south of Sweden are first or second generation immigrants. AFP PHOTO / Bjorn Lindgren / SCANPIX (Photo credit should read BJORN LINDGREN/AFP/Getty Images)

Malmö é palco frequente de crimes relacionados com gangues (Crédtios: BJORN LINDGREN/AFP/Getty Images)

O que aconteceu?
Um tiroteio no centro comercial Rosengård Centrum, em Malmö, provocou pelo menos um ferido. O homem foi levado para o hospital e o centro comercial foi encerrado. A polícia cercou o local depois dos disparos, que aconteceram por volta das 16 horas (17 horas em Lisboa), noticiou o jornal sueco The Local.

Quem foi o autor?
A situação terá sido causada por uma “confusão que envolveu várias pessoas”, disse Johanna Persson, porta-voz da centro de polícia da região centro sul, noticiou o jornal sueco Kavlls Posten. Os autores do crime terão fugido do local a pé e até ao momento ainda não foram identificados, nem detidos.

Quem são as vítimas?
Não há vítimas mortais. “Está uma confusão lá dentro, mas um homem foi baleado, provavelmente na perna. O homem foi levado para o hospital”, disse na altura a porta-voz da polícia ao jornal local Sydsvenskan.

Foi o Estado Islâmico?
Ainda não se conhecem as motivações do crime, nem que arma terá sido utilizada, mas a polícia local continua a investigar. Por enquanto, e até saber mais sobre o sucedido, a polícia diz apenas que se pode tratar de uma agressão grave e não de uma tentativa de homicídio. A hipótese de um ataque terrorista está completamente descartada. O jornal The Local acrescenta que a região de Malmö é palco frequente de crimes relacionados com gangues.

Dia: 26 de julho

Dois terroristas entraram numa igreja a noroeste de Paris durante a missa da manhã e fizeram reféns sete pessoas. O padre foi degolado.

French policemen stand in a street during a search in a house on July 26, 2016 in the Normandy village of Saint-Etienne du Rouvray after a priest was killed in the latest of a string of attacks against Western targets claimed by or blamed on the Islamic State jihadist group. French President said that two men who attacked a church and slit the throat of a priest had "claimed to be from Daesh", using the Arabic name for the Islamic State group. Police said they killed two hostage-takers in the attack in the Normandy town of Saint-Etienne-du-Rouvray, 125 kilometres (77 miles) north of Paris. / AFP / MATTHIEU ALEXANDRE (Photo credit should read MATTHIEU ALEXANDRE/AFP/Getty Images)

O ataque terrorista foi reivindicado pelo Estado Islâmico (Créditos: MATTHIEU ALEXANDRE/AFP/Getty Images)

O que aconteceu?
Às 9h25 desta terça-feira, o terrorismo atacou outra vez em França, agora numa igreja de Saint-Etiénne-du-Rouvray, na Alta Normandia, a noroeste de Paris. Numa conferência de imprensa, o procurador francês antiterrorismo, François Molins, explicou como tudo aconteceu: dois homens entraram na igreja durante a missa da manhã e fizeram reféns sete pessoas. Uma das freiras que estava no local conseguiu fugir e alertar as autoridades.

A brigada de intervenção e as unidades de investigação criminal deslocaram-se até ao local. As duas forças policiais tentaram negociar com os terroristas, acabando por forçar uma entrada na igreja através de uma porta lateral, nas traseiras, que dá para a sacristia, mas não conseguiram levar a incursão adiante, uma vez que os reféns estavam a ser usados como barreira em frente à porta. Duas freiras e um paroquiano saíram da igreja seguidos pelos dois terroristas. Um dos homens tinha uma pistola e dirigiu-se às forças policiais a gritar “Allahu Akbar” (Alá é grande). Os dois atacantes foram neutralizados pela polícia. Um deles tinha um falso engenho explosivo e três facas, o outro tinha um temporizador embrulhado em papel de alumínio e tinha uma mochila também com um falso engenho explosivo.

Quem foi o autor?
Adel Kermiche foi o primeiro atacante a ser identificado. O homem já tinha sido identificado pelas autoridades francesas por ter tentado viajar para a Síria em duas ocasiões. Da primeira vez, foi detido na Alemanha, em Munique, e da segunda em Genebra, na Suíça, depois de ter sido expulso da Turquia. Kermiche foi detetado pelas autoridades turcas porque a França tinha emitido um mandado internacional de detenção. Estava em prisão domiciliária e usava pulseira eletrónica. O outro suspeito não foi ainda identificado pelas autoridades, mas sabe-se que é menor — nasceu em 1999, na Nigéria.

Quem são as vítimas?
Pároco auxiliar da igreja de Saint-Étienne, Jacques Hamel morreu depois de ter sido degolado pelos atacantes, que o obrigaram a ajoelhar-se enquanto faziam um sermão em árabe. O padre tentou defender-se, mas não conseguiu. Outro homem, um paroquiano de 86 anos, também ficou ferido depois de sofrer um corte na garganta, mas encontra-se no hospital em situação estável. Hamel nasceu em 1930, na cidade de Darnétal. Foi ordenado padre em 1958, tendo celebrado os seus 50 anos ao serviço da igreja em 2008.

Foi o Estado Islâmico?
O ataque terrorista “infinitamente covarde”, como caracterizou o procurador Molins, foi reivindicado pelo Estado Islâmico. A investigação vai ser transferida para o departamento de investigação criminal e o departamento de segurança nacional. Os atacantes também se afirmaram “soldados do Daesh”.

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