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A compra de Obrigações do Tesouro portuguesas pelo Banco Central Europeu voltou a cair em julho, para o valor mensal mais baixo registado desde que o programa de compra de ativos avançou em força em março do ano passado. A informação é do Unicredito e está a ser avançada pela agência Bloomberg. Segundo os dados divulgados, as compras de dívida portuguesa ascenderam a 958 milhões de euros em julho, em queda face aos 1.438 milhões de euros adquiridos em junho, esta descida nas compras foi mais acentuada do que a verificada no mês anterior.

O valor mensal das compras de dívida de Portugal tem vindo a cair sistematicamente à medida que o BCE se aproxima dos limites que travam o investimento nestes títulos, de forma a evitar uma grande exposição ao risco de cada país. Esta evolução também afeta os títulos de Espanha e Itália.

No caso da dívida portuguesa, as compras do BCE são travadas por causa da quantidade de títulos que já está na carteira do eurosistema, ou seja dos bancos centrais. Desde o início da crise das dívidas soberanas que os bancos centrais da zona euro têm adquirido obrigações portuguesas, para acalmar a pressão dos mercados, o que deixa menos margem para compras, ao abrigo do atual programa de incentivos do BCE.

Estes limites já levaram bancos de investimento, como o Commerzbank, a alertar os investidores para os riscos associados à compra de títulos de dívida portuguesa. Em termos acumulados, e até final de julho, os bancos do eurosistema tinham investimentos de 20.096 milhões de euros em obrigações portuguesas.

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