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Luís Marques Mendes foi muito crítico para o PSD no seu comentário deste domingo na SIC. O ex-presidente do partido considerou que a oposição foi derrotada com a vitória do Governo no cancelamento das sanções em Bruxelas. Sem mencionar diretamente Pedro Passos Coelho, o comentador referiu que “a oposição devia aproveitar para descansar um bocadinho nas férias, tomar uns banhinhos e esfriar a cabeça”.

O antigo líder social-democrata foi mais explícito sobre Passos Coelho quando apontou de forma negativa a maneira como o PSD tem comunicado. “O PSD especializou-se, nos últimos meses em ser mensageiro da desgraça: vêm aí as sanções, vem aí o Diabo, não vamos cumprir o défice. Dá uma imagem de que só lhe interessa as coisas más” quando também deviam “ter uma perspetiva de esperança”. Acabou por dizer que “as pessoas deviam ser mais humildes”.

Pedro Passos Coelho não gosta destas críticas. No último Conselho Nacional laranja, o líder do PSD criticou os comentadores televisivos do PSD que em vez de ajudarem com críticas ao Governo, acabavam por dizer mal do partido, sabe o Observador.

Ao considerar que o Orçamento do Estado vai ser aprovado porque as eleições antecipadas não interessam a nenhum partido que suporta o Governo, Marques Mendes argumenta que as eleições autárquicas de 2017 ganham uma importância acrescida. Revelou que a líder do CDS, Assunção Cristas, “está a ponderar muito seriamente” uma candidatura à câmara de Lisboa, como em tempos fez Paulo Portas. Para o comentador há dois cenários: “Pode beneficiar se o PSD tiver um candidato frouxo”, mas isso pode traduzir-se “num erro enorme se o candidato for forte”. No caso de ser Pedro Santana Lopes a avançar para a autarquia da capital, Cristas pode contribuir para a vitória do socialista Fernando Medina se não apoiar o social-democrata.

Quem escapou a reparos foi Marcelo Rebelo de Sousa. O comentador elogiou a sua ação por ter “contribuído para baixar a temperatura política” com as audiências desta semana com os partidos e os parceiros sociais. “É um cheirinho do que é ter o Presidente com altas taxas de popularidade, o que quer dizer autoridade”, afirmou Marques Mendes. “Os partidos saíram de Belém e ninguém falou de crise nem de eleições antecipadas”.

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