O ministro da Economia desvalorizou a subida da dívida pública, esta segunda-feira conhecida, explicando que aquela “evoluiu dentro de um padrão” e que como está “em linha” com o crescimento nominal existe uma “estabilização” do rácio de endividamento.

Esta segunda-feira, em Braga, à margem de visitas a empresas do distrito, Caldeira Cabral considerou que o “importante” é que a dívida pública “cresça menos” do que a economia e que haja “contenção” nas contas públicas.

A dívida pública portuguesa subiu 2,4 mil milhões de euros em junho, relativamente a maio, totalizando 240 mil milhões de euros no final do primeiro semestre, de acordo com informação divulgada pelo Banco de Portugal (BdP).

“É uma evolução que vem dentro de um padrão, é um aumento de 3%, que desde que esteja em linha com o crescimento nominal, e é o que se está a ver, significa uma estabilização do rácio do endividamento”, afirmou Caldeira Cabral quando confrontado com aqueles dados do BdP.

Segundo o titular da pasta da Economia, “mais importante é garantir que há uma trajetória de crescimento da economia e contenção nas contas públicas” o que, segundo Caldeira Cabral, “garante um controlo do endividamento e uma redução do rácio de endividamento e é isso que está previsto para esta legislatura”.

O ministro referiu que “a dívida pública vai continuar a crescer dentro do padrão em que vinha”.

“Se crescer menos do que a economia vamos ter uma diminuição do rácio de endividamento”, concluiu.