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A importância do novo NSX para a Honda foi assumida pelo próprio engenheiro-chefe deste projecto, Jason Bilotta, em declarações à “CarAdvice”, precisamente durante a apresentação, em Portugal, do novo superdesportivo, aos media internacionais.

Para Bilotta, o NSX é o carro que a Honda há muito precisava. Desde logo, enquanto afirmação das verdadeiras capacidades do fabricante de Tóquio, mas também pela forma como eleva a marca nipónica até ao mesmo patamar ocupado pelos restantes fabricantes de superdesportivos, embora há mais tempo estabelecidos no mercado.

“O NSX é um modelo crítico para nós. É uma forma de mostrarmos o nosso DNA enquanto marca automóvel, de descrevermos fielmente como pensamos que condutor e automóvel devem interagir”, afirmou o responsável da Honda.

No entanto, e apesar da especificidade do NSX, Jason Bilotta não deixa de reconhecer que, no processo de criação, foram tidas em conta diversas referências: “Olhámos para uma enorme variedade de modelos. Não apenas para os produtos dos nossos rivais mais directos, como o Audi R8 V10 ou o Porsche 911 Turbo, mas também para todo o tipo de produtos britânicos, japoneses e até americanos, de modo a conseguirmos reunir no nosso superdesportivo todas as suas melhores qualidades.”

O engenheiro-chefe admite que, por exemplo, o Ferrari 458 foi utilizado como referência em termos de agilidade e resposta da direcção a baixa velocidade, ao passo que o Porsche serviu como exemplo a seguir em termos da caixa automática PDK – componente que a Honda procurou replicar com a transmissão de nove velocidades aplicada no NSX. Ainda assim, e apesar de todos estes “contributos”, Bilotta garante que o novo NSX é a interpretação daquilo que, para a Honda, deve ser um superdesportivo.

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