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Os quatro argelinos que invadiram a pista do Aeroporto de Lisboa na semana passada não serão por enquanto expulsos e ficarão sob tutela do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Ficam assim dispensados de um processo sumário, mas enfrentam agora um processo administrativo para expulsão, cuja decisão será tomada num prazo máximo de 60 dias.

A defesa dos invasores, dois deles irmãos, detidos na última sexta-feira e interrogados esta tarde durante três horas por um juiz de turno, vai apresentar um pedido de asilo ainda esta terça-feira, anunciou uma das advogadas à saída do Campus de Justiça. “Vieram em situação precária e estão desesperados. Eles não têm maneira de subsistir. Não têm onde dormir, não têm o que comer. Querem ter uma vida normal como nós e não querem voltar para a Argélia”, descreveu a advogada.

Um deles ter-se-á mesmo “mutilado com lâminas de barbear” que trazia na mala. “Eles cometeram crimes em território nacional e vão ser julgados pelos crimes que praticaram”, não significando isto que uma acusação anule um pedido de asilo que será enviado por fax ainda hoje pelos advogados de defesa dos dois homens: “As motivações deles foram humanitárias”, justifica a advogada.

Nenhum deles tem família em Portugal, mas um dos homens já estava impedido de entrar no espaço Schengen. Foi por isso que tentaram entrar no país sem serem identificados pelas autoridades.

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