O português Jóni Brandão (Efapel) esteve esta quarta-feira mais de 80 quilómetros em fuga na etapa-rainha da Volta a Portugal em bicicleta, mas, na Guarda, depois de duas passagens pela Torre, foi o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) a vencer.

O vencedor da Volta em 2014 e 2015 impôs-se no final dos 173,7 quilómetros da tirada, que partiu de Belmonte, ao concluir o exercício em 4:55.49, reforçando o seu segundo lugar na classificação geral, a 2.25 minutos do companheiro de equipa Rui Vinhas, que foi quinto a 10 segundos do espanhol.

Jóni Brandão arriscou ser o herói da 78.ª edição da Volta ao escapar na segunda abordagem ao topo da Serra da Estrela, saltando aos 88 quilómetros do primeiro grupo, sempre comandado pela W52-FC Porto e que o manteve a menos de dois minutos de distância, até o alcançar a dois quilómetros da meta.

A aventura em solitário não valeu mais do que a sétima posição à chegada na Guarda, atrás de três corredores dos ‘dragões’, incluindo o espanhol Raul Alarcón, terceiro, além de Veloso e Vinhas, e custou-lhe o terceiro lugar na geral, tendo sido ultrapassado por Daniel Silva (Rádio Popular-Boavista), segundo na etapa, a cinco segundos de Veloso.

O domínio absoluto ‘azul e branco’ perdura, com a terceira vitória em etapas, a segunda de Veloso, mas também com a liderança da classificação por equipas e da camisola dos pontos, também na posse do vencedor das duas edições anteriores da corrida. As únicas camisolas que escapam aos ‘dragões’ são a branca, da juventude, e a azul, da montanha, ainda no corpo do colombiano Wilson Diaz (Funvic Soul Cycles).

O estagiário da formação brasileira investiu na primeira das duas contagens de categoria especial na Torre, ponto mais alto de Portugal continental, onde passou em segundo, atrás de Bruno Silva (LA-Antarte), numa altura em que os ataques na frente da corrida se sucediam e a Efapel preparava o avanço do seu chefe de fila.

O corredor natural de Santa Maria da Feira destacou-se do grupo a cerca de 85 quilómetros da meta e sensivelmente a meio dos 28 da subida de Seia para a Torre, uma ação consentida pela W52-FC Porto, que seguia em perseguição com cinco elementos, acompanhados por um grupo muito restrito em que apenas a Rádio Popular-Boavista incluía três corredores (Rui Sousa, Daniel Silva e Frederico Figueiredo).

Deste grupo foram descolando alguns candidatos ao triunfo final, caso do italiano Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) e depois de João Benta (Louletano-Hospital de Loulé), que desapareceram dos primeiros lugares da geral.

Vinhas segurou pela terceira vez a camisola amarela e sem alta montanha até ao contrarrelógio de domingo, entre Vila Franca de Xira e Lisboa, uma especialidade de Veloso, o triunfo final ficou praticamente entregue ao conjunto ‘azul e branco’.

Depois de Veloso, a 2.25 minutos da amarela, surgem agora Daniel Silva e Jóni Brandão, nas terceira e quarta posições, a 2.53 e 3.13, à frente de Alarcón, quinto, a 3.38.

Após uma tirada com cinco contagens de montanha, a sétima etapa da Volta a Portugal, a disputar na quinta-feira, vai voltar a dar uma oportunidade aos ‘sprinters’, no final dos planos 182 quilómetros entre Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Branco.