Todos os anos o cenário repete-se: metade do país desloca-se para sul à procura das melhores praias e das águas mais quentes. Durante um mês, as redes sociais enchem-se de imagens de cenários paradisíacos e de gente em trajes menores, de papo para o ar, a usufruir daquilo a que se costuma chamar de “o melhor da vida” e a fazer inveja a quem, por uma razão ou por outra, tem de ficar na cidade. Mas isso não tem de ser sinónimo de aborrecimento. E já que também nós ficaremos na cidade, a dar as últimas notícias, selecionámos 20 coisas para fazer no Porto e em Lisboa.

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Stand Up Paddle

Até há alguns anos, as pranchas estavam interditas a pessoas menos dadas ao equilíbrio que um desporto como o surf exige. Até que apareceu o stand up paddle, atividade que consiste em deslizar sobre águas calmas com recurso a uma prancha, o que permite admirar a paisagem enquanto, quase sem se notar, se exercitam os músculos.

Uma das várias empresas que organizam aulas e passeios é a Douro Academy, localizada na Douro Marina. Uma aula custa 35€ por pessoa e um passeio 25€, com direito a lanche (o passeio requer um mínimo de quatro participantes). Nesta altura, as águas de Matosinhos também estão calmas, pelo que vale a pena fazer a experiência no mar. A Godzilla Surf’S Cool é uma das várias escolas com aulas disponíveis (35€ por pessoa). Quem quiser pode simplesmente alugar a prancha.

Two stand up paddle surfers make their way along the coast near Mardorf, northern Germany on July 27, 2013. The emerging sport with a Hawaiian heritage is a recent form of surfing, and has emerged as a way for surfers to paddle longer distances. AFP PHOTO / DPA / PETER STEFFEN GERMANY OUT (Photo credit should read PETER STEFFEN/AFP/Getty Images)

Depois de o corpo se habituar, andar na prancha é quase como caminhar. © Peter Steffen/AFP/Getty Images

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Visita guiada à Ponte da Arrábida

É uma das pontes favoritas de quem atravessa o rio Douro, pelas vistas que oferece sobre o Porto e a Foz. Problema: a vista acaba ao fim dos poucos segundos que demora a viagem. Felizmente apareceu este verão a Porto Bridge Climb para organizar, pela primeira vez, visitas regulares guiadas a esta construção de 1963.

Dura meia hora, é possível passear pelo arco da ponte, que inclui 262 degraus — levar calçado confortável é, por isso, obrigatório. A roupa também tem algumas especificações, porque a cada participante é colocado um arnês, por questões de segurança. As visitas fazem-se sempre à hora marcada, mesmo que só esteja uma pessoa, num máximo de 13 pessoas, sempre com guia. Aconselha-se reserva prévia no site. O preço é de 9,50€ por pessoa durante a semana ou 12,50€ ao fim de semana, e inclui uma lição de história sobre seis pontes do Porto, na exposição no sopé do arco.

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Talvez não seja boa ideia subir o arco caso tenha vertigens. © Porto Bridge Climb

Há Luz no Parque de Serralves

Em 2015, a Fundação de Serralves aderiu ao Ano Internacional da Luz iluminando o Parque e abrindo-o fora das horas normais, para que os visitantes conhecessem a fauna de uma forma diferente. As pessoas gostaram tanto que, este ano, as portas voltam a abrir-se todos os dias entre as 21h00 e as 00h00 para passeios sob as luzes artificiais e do luar.

Às quintas, sextas e sábados, para além de se poder entrar uma hora mais cedo, há visitas guiadas (limitadas a 35 pessoas). Ocasionalmente também acontecem concertos para quem quer fazer uma pausa no passeio. Uma das atividades mais concorridas é, sem dúvida, o workshop de fotografia noturna. O próximo está marcado para 25 de agosto e, quem sabe, não tira uma foto como a que mostramos em seguida. A entrada no Parque custa cinco euros e vale bem a pena ir até lá pelo menos uma vez este verão. Nem que seja para caçar Pokémons.

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A iluminação discreta à noite dá uma sensação de paz aos visitantes. © Filipe Braga / Fundação de Serralves

Sunset Wine Party no The Yeatman

Que o The Yeatman tem uma vista deslumbrante sobre o rio Douro e o Centro Histórico do Porto, não é novidade. Que é um hotel vínico, também já toda a gente sabe. E não é segredo que o restaurante, com uma estrela Michelin, tem uma cozinha criativa e de qualidade. As Sunset Wine Parties combinam estes três elementos e levam-nos mais além: durante três noites por ano, os clientes têm à disposição mais de 50 vinhos em prova e salas com comida a perder de vista, desde sushi, marisco, queijos e enchidos, pratos quentes, saladas e várias sobremesas.

A primeira festa aconteceu em julho e, de acordo com o hotel, situado em Vila Nova de Gaia, juntou cerca de 700 pessoas, tendo esgotado com duas semanas de antecedência. As próximas acontecem a 25 de agosto e 29 de setembro e o preço é de 65 euros por pessoa, com reserva obrigatória. Não é um valor acessível a muitas carteiras, é certo. Mas é um ótimo preço para a qualidade dos vinhos e da comida à disposição. O evento de ambiente descontraído começa às 19h00 e, até à uma da manhã, há música ao vivo.

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As festas começam às 19h00, a tempo de ver o pôr do sol. © Divulgação

Batismo de mergulho

Não é preciso ir de férias para um destino paradisíaco para finalmente fazer o gosto à curiosidade e experimentar mergulho submarino. No Porto há empresas que se encarregam de mostrar como é, afinal, a vida debaixo de água por mais do que aqueles segundos que aguentamos sem respirar.

Para quem não sabe, os batismos de mergulho são feitos em ambiente controlado, em geral numa piscina, para que o aluno se habitue ao equipamento. A escola de mergulho Submania, por exemplo, faz batismos de mergulho, mas também leva os clientes a mergulhar no mar, no Porto e em Matosinhos. A Submersus vai fazer batismos de mergulho durante o mês de agosto, exceto aos fins de semana. A aula dura entre 1h30 a duas horas e tem um custo de 30 euros. Dado o primeiro passo, o ideal é prosseguir para um curso inicial de mergulho, já no mar, na companhia dos peixes.

SYDNEY, AUSTRALIA - SEPTEMBER 10: This file photo from January shows "Hooch" (C) enjoying a scuba diving lesson with her owner Sean Herbert (L) in a pool near Sydney. "Hooch," a cross between a cattle dog and a King Charles spaniel, has made 14 scuba dives and 53 parachute jumps but has been forced to retire 10 September after she broke her leg falling out of bed. (Photo credit should read JAY TOWN/AFP/Getty Images)

Não sabemos se há alguma empresa portuguesa que também ensine o melhor amigo do homem a fazer mergulho, mas pelo menos dá para perceber que é uma atividade acessível a todos. © Jay Town/AFP/Getty Images

Cinema fora do sítio

Com a chegada do bom tempo, sabe bem sair da sala de cinema e ver um bom filme ao vivo. Melhor ainda se for de entrada livre, como as sessões do Cinema Fora do Sítio, organizadas pela Câmara Municipal do Porto e a Fundação INATEL. Os filmes são exibidos sempre às sextas e aos sábados, às 22h00, e o primeiro vai ser “À Procura de Dory”, animação da Pixar que é uma sequela de “À procura de Nemo”, já a 5 de agosto, na Alameda das Fontainhas. Para que as crianças possam entender tudo, a versão escolhida foi a dobrada em português.

No sábado é exibido o drama “Pais e Filhas”, com Russell Crowe, Amanda Seyfried e Aaron Paul. Ao todo, há oito filmes para ver em agosto — o programa completo pode ser consultado aqui. Há sempre 200 lugares sentados, mas não falta espaço para quem se quiser sentar no chão.

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Em agosto, vários espaços da cidade, como as Fontainhas, transformam-se em sala de cinema. © Sara Santos Silva / CMP

Festas no Zénith Lounge

Da rua não se vê. É preciso saber de antemão que estas festas existem, no 15.º andar do Hotel Ipanema Park. Regressam a cada verão, com uma piscina na qual dá vontade de nadar a toda a hora. Mas não, nas festas noturnas não há banhos para ninguém — a não ser para uma ou outra alma mais desastrada que às vezes lá cai.

Todas as terças-feiras, por exemplo, há “Zenith Unplugged”, com artistas convidados que trazem consigo a guitarra acústica. As quartas e quintas-feiras estão reservadas aos sons quentes do bossa nova e da kizomba, respetivamente, as sextas-feiras chamam-se “Summer Fridays” e aos sábados há festas temáticas. Todos os domingos até outubro, também se podem aproveitar as “Rooftop Sunset Paries”, entre as 18h e as 22h, com o som a cargo de DJs convidados. Nas bebidas, a aposta forte é em cocktails.

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Com o passar das horas, o espaço vai enchendo. A piscina é apelativa, mas os banhos estão interditos à noite. Divulgação

Piqueniques

Uma das imagens mais bonitas que quem visita o Japão na primavera traz do país do sol nascente é a dos jardins com tantas flores quanto toalhas de piquenique. À semana, milhares de engravatados saem do escritório ao almoço, não para o restaurante mais próximo, mas para o jardim, com a sua Bento, vulgo, marmita.

Apetece então perguntar: como é que num país com tantas horas de sol não se fazem mais piqueniques? Se puxar pela memória e o último piquenique em que participou já tiver sido há mais de um mês, ou numa festa de aniversário, está na hora de alterar isso. O Palácio de Cristal, com a vista para o rio, os animais e os vários entretenimentos para as crianças, ou o Parque da Cidade, com a mancha verde e a proximidade ao mar, são dois dos espaços mais concorridos para estender a toalha e petiscar.

Quem não está para se chatear com preparativos pode, simplesmente, encomendar uma cesta com tudo pronto. Não é tão barato, mas é cómodo e tem o efeito surpresa de não se saber bem o que estará lá dentro. A confeitaria Tavi, na Foz, prepara mediante encomenda, com petiscos, bebidas e todos os utensílios necessários para a refeição no exterior, como copos, guardanapos, pratos e talheres. O preço do serviço de piquenique é de 14,50 euros por pessoa e o cesto, opcional, custa 10€. A Piquenique, com morada na Baixa do Porto, também prepara tudo o que é necessário, incluindo uma máquina fotográfica descartável para registar os melhores momentos. O cesto mais completo custa 20€ por pessoa e o normal 15€.

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Há cada vez mais espaços que preparam cestas de piquenique sob encomenda. Este é da Tavi. © Divulgação

Passeio até à Régua

Alguns locais já tiraram um dia para fazer este passeio, mas há muitos portuenses com esta falta na caderneta. O passeio até à Régua é um regalo para os olhos, sobretudo nos meses de verão, a pouco tempo de se fazer a vindima. Há várias modalidades de viagem, como o comboio histórico. A nossa sugestão é um dois em um: ida de comboio e regresso de barco.

Os Cruzeiros Turísticos do Douro, por exemplo, organizam este tipo de viagem, com partida da Estação de São Bento às 09h10, chegada à Régua às 11h05 e, depois, o embarque no Cais para descer o rio. O almoço é servido a bordo, sem perigo de oscilações, mesmo quando o cruzeiro passa por um desnível de 35 metros na Barragem do Carrapatelo e outra de 14 metros, na Barragem de Crestuma-Lever. A chegada está prevista para as 17h45 e ainda dá tempo para beber um copo ao fim do dia e decidir o que fazer na hora de jantar. O passeio custa 60€ por pessoa. Crianças até aos três anos não pagam e, até aos 10, têm 50% de desconto.

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Uma visita ao Douro vinhateiro vale bem a pena mesmo antes das vindimas. © D.R.

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Quintas no Pátio

Depois de um dia de praia solarengo ou de horas enfadonhas passadas no escritório — dependendo da agenda pessoal de cada um –, a noite cai e o cinema começa, pelo menos no pátio da Casa Independente, espaço que desde outubro de 2012 tem animado a capital. A casa que serve copos, comida e música aposta também, durante o mês de agosto, num ciclo de cinema ao ar livre: o programa Quintas no Pátio arranca já a 4 de agosto com o filme “À Flor do Mar” (1986), de João César Monteiro. No ecrã improvisado passam ainda as longas-metragens “O Desprezo”, de Jean-Luc Godard, ou “O Pântano”, da cineasta argentina Lucrecia Martel. Do pátio para o terraço, a galeria Zé dos Bois também aproveita o bom tempo para abrir o terraço e fazer um convite limitado apenas ao número de assentos: nos dias 7, 10, 18 e 25 de agosto está prometida a exibição de documentários que têm na música a sua força motriz (2€ por entrada).

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A ZDB vai apostar, durante o mês de agosto, em vários documentários. Imagem retirada da página de Facebook da Galeria Zé dos Bois

Out Jazz

Quase não precisa de introdução e/ou explicação, até porque já lá vão 10 anos de existência. Música, atuações ao vivo, jardins da cidade, sol e bebidas frescas fazem parte do imaginário que o Out Jazz criou depois de uma década a preencher os fins de tarde de muitos lisboetas e turistas. Tudo com boa vontade e de acesso gratuito. Todos os anos vários artistas invadem jardins, praças, miradouros, alamedas e ruas ao longo de cinco meses. O de agosto, o mais quente do calendário segundo o senso comum, não é exceção, com o Jardim da Estrela a dar as boas-vindas ao jazz — e a sonoridades como soul, funk e hip-hop — aos domingos, a partir das 17h00. Como se isso não bastasse, aos sábados o festival citadino ruma ainda em direção aos espaços verdes de Cascais.

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O Out Jazz celebra em 2016 dez anos de existência. © Divulgação

Piquenique no Pestana Palace

“Picchic” é o termo a decorar, não fosse este um piquenique com direito a serviço de toalha, sushi no prato e uma carta de cocktails para a qual basta apontar o dedo e escolher. A experiência repete-se em 2016, depois de no ano passado o hotel Pestana Palace ter dado conta do sucesso da iniciativa. Para tamanha fama terão contribuído as iguarias que chegam à toalha — peixes, carnes, salsicharia tradicional, ceviches, tártaros e carpaccios, sem esquecer as sobremesas da autoria do chef patissier Francisco Paiva –, mas também o cenário onde a refeição pode ser apreciada: os piqueniques acontecem todos os sábados, das 13h00 às 16h00, na Casa do Lago ou nos jardins do Marquês de Valle-Flôr, já classificados como monumento nacional. Come-se e bebe-se ainda ao som de DJ Lounge (35€ e 17,50€ por adulto e crianças dos 8 aos 14 anos, respetivamente; bebidas não incluídas).

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O piquenique no Pestana Palace tem direito a serviço de toalha e a um menu apetecível de cocktails. Pedro Sampayo Ribeiro

Percursos no Jardim

Quem nunca se perdeu nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian que ponha o dedo no ar — a propósito desta sugestão intemporal, esperemos que haja uns quantos a baloiçar energeticamente. Foi a pensar na melhor forma de aproveitar os seus espaços verdes que a fundação convidou o arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles a desenhar três percursos distintos nos jardins: o percurso da luz e das sombras, o percurso do lago e o das orlas. A ideia é tirar o melhor partido possível da natureza envolvente e, já agora, exercitar um pouco os músculos que nas férias tendem a ficar mais preguiçosos. Na página da fundação estão fotografias, descrições e mapas dos respetivos caminhos que quase podem ser considerados uma espécie de trilhos urbanos.

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Gonçalo Ribeiro Telles fez três percursos distintos a pedido da fundação. © Manuel Almeida/LUSA

As Caras de Lisboa

Não é todos os dias que uma varina, um mestre calceteiro ou um amolador surgem diante de milhares de pessoas, projetados em toda a extensão da fachada onde se situa o Arco da Rua Augusta. A aparição quase mágica faz parte de mais um espetáculo de video mapping que, desta vez, vai usar personagens intemporais (consideradas alguns dos rostos de Lisboa) para contar a história da cidade. A projeção As Caras de Lisboa dura cerca de 15 minutos, é de livre acesso e acompanhada por música. E não se assuste se ao início se deparar com o mar a engolir o Terreiro do Paço — faz tudo parte do espetáculo que acontece de 5 a 14 de agosto (às 21h45, 22h30 e 23h15) e no dia 7 de agosto apenas às 22h30 e às 23h15.

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A sessão de “video mapping” dura apenas 15 minutos. © DR

Festival Shakespeare

Já passaram quatro séculos desde que o escritor que deu vida ao eterno romance entre Romeu e Julieta morreu. Mas, na verdade, Shakespeare continua mais vivo que nunca e prova disso é o festival que decorre até dia 13 de agosto. Glorioso Verão — Festival Shakespeare resulta de uma parceria entre o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro São Luiz — vizinhos na zona histórica de Lisboa, já receberam nas suas salas espetáculos nacionais e internacionais com base na obra do dramaturgo inglês, embora estes também aconteçam em espaços públicos da cidade. A duas semanas do fim há tempo para ver a peça “Cimbelino”, com encenação de António Pires, nas ruínas do Convento do Carmo (todos os dias às 21h00).

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O festival termina a 13 de agosto. © Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Mergulhos na capital

Têm vista para o mar, pranchas para saltos e água salgada. Ondas nem vê-las. Nos arredores do centro urbano de Lisboa há opções para ir a banhos sem ter de pôr o pé na areia, caso assim o deseje. Exemplo disso é a Piscina Arriba, no Guincho, cuja entrada varia entre os 10€ e os 17€ (inclui espreguiçadeiras, acesso aos balneários com água quente e à zona do solário natural, isto é, abrigada do vento que tanto caracteriza o Guincho). Mais perto está a Piscina Oceânica de Oeiras, que convida os seus visitantes a saltar do alto de quatro pranchas que vão dos 0,70 cm aos 7,5 metros (a partir de 5,9€ por adulto e 3,5€ para crianças dos 4 aos 11 anos).

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A Piscina Oceânica de Oeiras é um bom exemplo de onde ir a banhos sem pôr o pé na areia.

Brunch Eletronik

Não é particularmente difícil enumerar sítios onde se pode apreciar um brunch na cidade, essa combinação de pequeno-almoço com o almoço que continua a gozar de boa fama — há para todos os gostos e carteiras, é certo, mas poucos são aqueles com música eletrónica. Falamos do Brunch Electronik, cuja próxima sessão acontece já no dia 7 de agosto na Tapada da Ajuda, das 14h30 às 23h30. Segundo a organização, este é um brunch nómada que pretende dar outro sabor aos domingos de verão. Talvez seja por isso que haja tantas food trucks, pistas de dança (com DJs internacionais e outros da cena lisboeta), mas também atividades para crianças. Ao contrário de um Out Jazz, o Brunch Eletronik não é de acesso gratuito e tem bilhetes a partir de 9€, se comprados online (desde 10€ caso opte por comprar à porta do recinto).

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O próximo brunch acontece a 7 de agosto na Tapada da Ajuda. Imagem retirada do site http://lisboa.brunchelectronik.com/

Bicicletada

Pedal ante pedal vai-se conhecendo Lisboa. Falamos da iniciativa à qual a Massa Crítica já nos habituou: na última sexta-feira de cada mês (neste caso 26 de agosto), a partir das 18h00, dezenas e até centenas de pessoas encontram-se no Parque Eduardo VII para começar uma viagem sem destino certo. O percurso de bicicleta é definido no momento pelos próprios participantes, além de gratuito e aberto a pessoas de todas as idades que não precisem de um par extra de rodinhas. Por norma tem uma hora e meia de duração e é um convite a apreciar a cidade ao comando de um velocípede em vez do habitual automóvel ou autocarro. A ideia de pegar na bicicleta e de passear na companhia de desconhecidos começou em 1992, em São Francisco, e de lá para cá tornou-se moda em várias cidades do mundo. O que também parece ter-se tornado um hábito é terminar a viagem com muita conversa e um ou outro copo — mas atenção, o slogan “se beber não conduza” também se aplica aqui.

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Os passeios organizados espontaneamente pela Massa Crítica acontecem na última sexta-feira de cada mês.

Feira da Luz

Mudaram-se os tempos mas não as vontades. Isto porque a Feira da Luz, tida como uma das mais antigas de Portugal, continua a atrair curiosos. Talvez já não haja para venda medalhas, rosários e objetos religiosos, como noutros tempos, mas as tradicionais barraquinhas ainda fazem o deleite de muitos, para não falar dos concertos, animações de rua e workshops que prometem dar vida ao Largo da Luz de 27 de agosto a 25 de setembro. E é no último dia que acontece a Procissão da Nossa Senhora da Luz nas ruas de Carnide — atenção que o centro antigo, que mais parece uma aldeia pulsante e secreta dentro da cidade, foi reabilitado não há tanto tempo quanto isso, com o seu coreto, restaurantes e lojas a merecerem alguma (senão muita) atenção.

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A Feira da Luz é das mais antigas de Portugal. © Filipe Amorim / Global Imagens

Rota dos gelados

E porque as temperaturas elevadas parecem ter vindo para ficar, nada melhor do que estar a par dos gelados deste verão, que não têm hora marcada para nos deixar viciados na sua textura cremosa e fresca. Com tanta geladaria na cidade fica difícil escolher, mas é sempre uma boa ideia guiar-se por quem já foi de porta em porta, de gelado em gelado, provar os sabores mais arrojados da estação: desde o gelado de kibana (entenda-se kiwi mais banana) da Gelato Mu (Rua Dom Pedro V, 1; a partir de 2,40€) ao de alfazema com gengibre da Davvero (Praça de São Paulo, 1; a partir de 1,50€).

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Gelados é coisa que não falta nas ruas da capital. Estes são da Davvero. © Sebastião Almeida/Observador