As ministras dos Negócios Estrangeiros da Colômbia e Venezuela acordaram esta quinta-feira ações com vista à abertura “paulatina” da fronteira comum após quase um ano de críticas entre ambos os governos pelo encerramento, decidido unilateralmente pelo Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Após um encontro à porta fechada em Caracas, as ministras María Ángela Holguín e Delcy Rodrígue acordaram “ações preliminares que podem criar o ambiente para a abertura gradual da fronteira” de 2.219 quilómetros partilhada entre Colômbia e Venezuela, segundo uma declaração conjunta.

A reunião não resultou numa decisão definitiva para a reabertura, mas apenas no acordo para uma “avaliação detalhada e minuciosa dos tratados normativos, protocolos, dos instrumentos do quadro normativo sobre a fronteira”.

A decisão de normalizar a questão entre ambas as nações fica nas mãos dos chefes de Estado, não havendo ainda data anunciada para uma reunião.

A fronteira começou a ser encerrada a 19 de agosto de 2015, quando Maduro ordenou o encerramento para, segundo disse, combater a presença de paramilitares e o contrabando.

A decisão desencadeou uma crise após a expulsão de mais de 1.600 colombianos de território venezuelano, segundo dados de organismos da ONU.

Outros 19 mil abandonaram a Venezuela por decisão própria, de acordo com um relatório de uma agência das Nações Unidas.