O ministro do Ambiente disse este sábado que concorda com as alterações no IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) que preveem que as casas com maior exposição solar sejam mais penalizadas pelo imposto, defendendo não haver contradição com os incentivos estatais à compra de painéis solares.

“Essas alterações do IMI passaram no Conselho de Ministros naturalmente com a aprovação do Ministério do Ambiente”, afirmou Matos Fernandes, em declarações aos jornalistas.

Falando em Paços de Ferreira, onde hoje inaugurou a 47ª edição da Capital do Móvel – Feira de Mobiliário e Decoração, o ministro insistiu não haver “nenhuma contradição para resolver”.

“É da maior importância que nós reduzamos o consumo energético por parte das famílias. Vai haver um apoio direto para que isso possa acontecer, para que as habitações, independentemente para onde estão viradas, poderem ser mais eficientes”, assinalou.

Negando aos jornalistas que haja da parte do Governo uma estratégia de dar por um lado, com os apoios à produção de energia solar, e tirar, pelo outro, com o aumento no IMI para as famílias que têm casa com maior exposição solar, Matos Fernandes reforçou: “É da maior importância que existam incentivos a uma maior eficiência energética na habitação e que inclua também o autoconsumo. Que se possa promover e financiar diretamente a aquisição de painéis solares e de baterias para a conservação dessa energia para poupar na fatura energética de cada família”.