O Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou “alerta máximo de combate” a todas as tropas ucranianas na fronteira com a Crimeia e na linha de separação de forças com os rebeldes pró-russos a leste do país.

“Ordenei por em alerta máximo de combate todas as unidades da fronteira administrativa com a Crimeia e ao longo de toda a linha de separação de forças em Donbas (leste da Ucrânia) “, escreveu na rede social Twitter o chefe de Estado ucraniano.

Poroshenko explicou que tomou esta decisão depois de reunir-se com responsáveis das forças de segurança e dos ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

A nova tensão entre a Ucrânia e a Rússia aconteceu depois de Moscovo denunciar quarta-feira que grupos de inteligência militar ucraniana tentaram infiltrar-se na Crimeia em duas operações de sabotagem — uma na madrugada de 07 de agosto e outra no dia 08 — com o objetivo de atentar contra “infraestruturas vitais da península”.

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou o governo ucraniano de terrorismo e alertou que a Rússia não vai deixar “passar estas coisas”.

Poroshenko respondeu qualificando as acusações russas de cínicas e garantiu que se trata de “fantasias que (os russos) usam como pretexto para lançar novas ameaças militares à Ucrânia”.

Putin reuniu-se esta manhã com membros do Conselho de Segurança da Rússia para debater medidas adicionais para reforçar a defesa da Crimeia.

O número dois da Guarda de Fronteiras da Ucrânia, Oleg Slobodián, denunciou hoje que a Rússia estabeleceu nessa zona “unidades de elite dotadas de armamento moderno, capazes de atuar em situações críticas e que contam com habilidades especiais” de combate.

O oficial ucraniano não conseguiu determinar se o número de tropas russas na fronteira com a Crimeia aumentou, mas expressou preocupação por haver unidades comuns que estão a ser substituídas por forças especiais.