Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na quinta-feira à noite, a empresa adianta que o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registou uma descida de 3% face ao primeiro semestre de 2015, fixando-se em 307 milhões de euros, “em resultado da reversão das reduções remuneratórias que geraram o agravamento dos gastos com pessoal”.

Já as portagens “registaram um crescimento de 8% quando comparado com período homólogo de 2015”, refere a empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Refer, sem referir o valor registado.

“Pese embora a manutenção do nível de utilização da infraestrutura ferroviária e estabilidade das tarifas, foi possível atingir 50 milhões de euros em receitas de serviços ferroviários, o que representa um crescimento de 11% em relação ao verificado no mesmo período de 2015”, diz a IP.

Quanto aos resultados financeiros, a empresa afirma que estes “apresentaram uma recuperação na ordem dos 29 milhões de euros”.

A IP refere que o “maior desafio”, do ponto de vista da empresa, continua a ser o financiamento da sua atividade de investimento, quer na rodovia quer na ferrovia.

No primeiro semestre deste ano, o défice de financiamento (excluindo reembolsos de dívida) situou-se nos 487 milhões de euros, o que representa 37% da totalidade do valor previsto para este ano.

A IP encerrou os primeiros seis meses deste ano com 3.495 milhões de euros de capital social, resultado do aumento de capital de 400 milhões de euros integralmente subscrito e realizado, e uma dívida financeira, em termos nominais, de 8.215 milhões de euros.