O movimento Estado Islâmico libertou várias centenas de civis que tinham sido levados como “escudos humanos”, quando os jihadistas retiraram de Minebj, região que dominavam no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Uma fonte das Forças Democráticas Sírias (FDS), que expulsou os jihadistas da cidade, disse à agência noticiosa AFP que uma “parte dos civis conseguiu fugir na estrada para Jarablos (reduto do Estado Islâmico a norte de Minbej), outros foram libertados”, mas referiu não poder confirmar se todos aqueles que tinham sido levados estavam em liberdade.

Várias centenas de pessoas “estão em liberdade”, precisou o Observatório que dispõe de uma vasta rede de fontes espalhadas pela região da Síria mais afetada pela guerra.

Na sexta-feira, um porta-voz das FDS e o Observatório relatavam que, cerca de 2.000 civis, entre os quais estavam mulheres e crianças, tinham sido levados pelos jihadistas como “escudos humanos”, durante a sua fuga de Minbej.

“Entre os civis levados pelo Estado Islâmico estão habitantes que foram usados como escudos, mas também muitos que escolheram sair voluntariamente da cidade com receio de represálias”, das FDS, explicou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahmane.

Depois de uma batalha lançada a 31 de maio, as FDS – aliança de combatentes árabes e curdos apoiados pelos EUA – tomaram a 06 de agosto Minbej, uma cidade que era decisiva para o reabastecimento do movimento radical.

Um grupo de jihadistas resistiu durante uma semana, mas o Observatório e as FDS confirmaram a saída de todos os combatentes do movimento Estado Islâmico.

Segundo o Observatório, desde o início da ofensiva, 437 civis foram mortos, entre os quais 105 crianças na região de Minbej.

Entre os civis, 203 morreram em ataques da coligação anti jihadista conduzida pelos EUA e foram também mortos 299 membros das FDS, tal como 1.019 jihadistas.