Livros

E que tal um Jogo da Felicidade com Bruna Lombardi?

Do livro da atriz brasileira escolhemos seis ensinamentos e criámos outros tantos pensamentos alternativos. Desafiámos seis personalidades para escolherem quais os certos e os errados.

Aos 63 anos, Bruna Lombardi lançou o livro "O Jogo da Felicidade"

O jogo de Bruna Lombardi é este: “superar os obstáculos e dificuldades” e encontrar a simplicidade de ser e estar feliz. Ainda durante o mês de julho, a Esfera dos Livros publicou em Portugal o livro “Jogo da Felicidade”. A escritora e atriz brasileira, de 63 anos, apresenta, em 21 capítulos, mensagens de um “oráculo moderno”.

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“Jogo da Felicidade”, de Bruna Lombardi (Esfera dos Livros)

A energia positiva parece ser uma parte importante do dia-a-dia de Bruna Lombardi: nas redes sociais e no portal Rede Felicidade aconselha os seguidores e leitores a não baixarem os braços perante os desafios e as dificuldades.

Como a própria autora afirma “as páginas podem ser consultadas ao acaso”. Com centenas de mensagens espalhadas por todo o livro, o Observador tentou perceber se algumas personalidades portuguesas acertariam nos pensamentos do “Jogo da Felicidade”. As regras são simples: duas frases eram ditas aos “concorrentes”, a primeira constava do livro e a segunda não. A seguir à escolha, tinham de fazer um comentário à frase eleita. Aqui ficam as respostas.

José Eduardo Agualusa (escritor)

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As paixões são sempre intensas e valem a pena mesmo que magoem.

ou

As mágoas são sempre apaixonantes e valem a pena mesmo que intensas.

Resposta: “É a primeira que está correta. Mas é uma repetição, porque uma paixão é sempre intensa por natureza.”

Francisco José Viegas (escritor e editor literário)

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Sabe o que lhe falta? Ter sempre a certeza de que lhe não falta nada.

ou

Sabe o que lhe falta? Ter sempre a certeza de que lhe falta tudo.

Resposta: “Estão as duas erradas. As frases não querem dizer nada. Não concordo com nenhuma delas. Porque da mesma forma que as duas podem estar corretas, o contrário também pode estar certo.”

Tiago R. Santos (argumentista e realizador)

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Um sonho tem que nos desafiar a ir onde nunca fomos, a fazer o que nunca fizemos.

ou

Um desafio tem que nos fazer sonhar a ir onde nunca fomos, a fazer o que nunca fizemos.

Resposta: “É a primeira. Essa frase provavelmente já foi dita e publicada. Não é uma frase estranha, já foi escutada. Todos conhecemos variações dessa frase, todos os dias milhares são publicadas nas redes sociais. A frase é um elogio à banalidade. É uma constatação, obviamente um sonho tem de nos desafiar, caso contrário não seria um sonho. Suponho que seja um livro de autoajuda, que transmite a ideia que ser feliz é fácil. Acabam por ser livros oportunistas, que pretendem um contacto fácil com o leitor.”

Quim Albergaria (músico)

Optimus Alive Festival 2012

Felicidade não é uma coisa que a vida lhe traz. Felicidade é uma coisa que você traz na vida.

ou

Felicidade não é uma coisa que você traz na vida. Felicidade é uma coisa que a vida lhe traz.

Resposta: “Acho que é a primeira. A felicidade é uma coisa ilusória. Concordo com a primeira, porque a vida não nos considera. Ser feliz é uma escolha — podemos escolher encará-la de maneira mais otimista ou de uma forma mais escura — depende da perspetiva como encaramos todos os aspetos. Podemos escolher ser cínicos ou não, porque mais uma vez, a vida não nos considera.”

Ana Garcia Martins (blogger “A Pipoca Mais Doce”)

Ana Garcia Martins, Pipoca mais doce,

Não tente ser normal, seja tudo o que pode ser. Seja maravilhosamente fora dos padrões.

ou

Não tente ser maravilhoso, seja tudo o que pode ser. Seja forte fora dos padrões.

Resposta: “Não concordo a 100 % com nenhuma. Acho que a primeira é a frase que está no livro. Ambas têm lacunas. A primeira tem uma visão muito esotérica, é pouco praticável no dia-a-dia. A ideia de podermos ser quem nós quisermos é muito bonita, mas depois crescemos e estamos restritos a normas e a padrões. Aos 15 anos faz todo o sentido, mas na vida adulta não é bem assim. A frase é muito romântica e provavelmente, encaixaria muito bem num livro do género. Embora, não concordando totalmente, revejo-me mais na segunda — não é um apelo à normalidade e não nos incentiva a ser maravilhosos. A perfeição é algo inatingível.”

Marta Crawford (sexóloga)

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A sua mente cria o mapa. O seu coração indica o caminho.

ou

O seu coração cria o mapa. A sua mente indica o caminho.

Resposta: “Concordo com as duas, mas acho que a primeira é a correta. Tudo depende se as nossas decisões são baseadas mais no lado emocional ou racional. A nossa felicidade não é totalmente definida pelo coração ou pela cabeça. É necessário haver um equilíbrio.”

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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Editado por Tiago Pereira
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