Armamento Nuclear

EUA transferem armamento nuclear da Turquia para a Roménia

142

As cerca de 50 unidades de armamento nuclear que os Estados Unidos mantinham na Turquia foram transferidas para a Roménia, avança o portal europeu Euractiv.

As relações entre Washington e Ankara deterioraram-se desde a tentativa de golpe na Turquia, em julho

Getty Images

Os EUA terão transferido da Turquia para a Roménia mais de vinte ogivas nucleares, de acordo com a informação é avançada pelo portal europeu Euractiv, citando fontes anónimas. A retirada do armamento da Turquia surge num ambiente de deterioração das relações entre Washington e Ancara desde a tentativa de golpe de Estado, e terá sido uma tarefa muito difícil em termos técnicos. “Não é fácil transportar mais de 20 ogivas nucleares”, diz a mesma fonte.

Um estudo do Stimson Center, citado pelo Euractiv, concluiu que os EUA mantinham até agora cerca de 50 armamento ogivas nucleares em posição, na base aérea de Incirlik, perto da fronteira turca com a Síria.

A base foi fortemente afetada pela tentativa de golpe de estado de 15 de julho deste ano. Nessa altura, o governo turco cortou a eletricidade à base e proibiu os voos de aviões americanos, e o comandante da base foi detido por relações com o golpe.

O Stimson Center, organização não-governamental que estuda as relações internacionais, alertou também esta semana para a possibilidade de as armas nucleares na Turquia estarem em risco de ser capturadas pelos terroristas. “Estas armas tem zero utilidade na Europa atual e são mais uma fraqueza do que um ativo para os aliados da NATO”, explica o relatório.

Um porta-voz do ministro dos negócios estrangeiros da Roménia já veio negar a informação. Ao jornalista do Euractiv, o representante explicou, por escrito: “Em resposta à sua questão, o ministro dos negócios estrangeiros romeno nega a informação a que se refere”. Certo é que, tradicionalmente, as informações divulgadas sobre a presença de armas nucleares em territórios europeus nunca foram oficialmente confirmadas. Apesar disso, é do conhecimento público que Bélgica, Holanda, Alemanha e Itália têm nos seus territórios armamento nuclear dos Estados Unidos.

Já o Departamento de Estado dos EUA responsável pelas relações com o estrangeiro, diz que o assunto deve ser discutido com o Departamento da Defesa, que não prestou, até ao momento, esclarecimentos sobre o assunto.

Em reação a estas informações, a NATO limitou-se a repetir o que já tinha dito em Varsóvia: “Os países aliados garantem que todos os componentes do armamento nuclear da NATO permanecem seguros e efetivos”, disse um representante ao Euractiv.

A relação entre a Turquia e os EUA está particularmente crispada desde a tentativa de golpe de Estado. O governo turco acredita que Washington está a proteger Fethullah Gülen, um clérigo exilado nos EUA, acusado agora por Ancara de ter estado por trás da tentativa de golpe. A Turquia exige a extradição de Gülen, assunto que deverá ser discutido no dia 24 de agosto, quando o vice-presidente americano, Joe Biden, visitar o país.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jfgomes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)