“Estamos a completar apenas 16 anos de atividade e já somos jurássicos na área”. É desta forma que João Branco, fundador e CEO da White, resume a visão e resiliência de uma empresa que continua a conquistar clientes numa das áreas mais competitivas do mercado: as tecnologias da informação (TI).

Técnicas avançadas de impressão e de gestão documental formam o core dos serviços disponibilizados pela empresa. Segundo o responsável, oferecem aos clientes a “valorização dos documentos, através do recurso a processos digitais de partilha e distribuição de arquivos”. A área da imagiologia, com a impressão de ressonâncias magnéticas, é um bom exemplo da utilidade e exigência dos serviços.

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A White está a desenhar a estratégia para entrar no mercado espanhol / GLOWIMAGES

“Somos uma empresa com 100% de capital nacional e apostamos na lisura, na transparência, na clareza do trabalho com os nossos clientes. A ideia do nome [White] vem desse objetivo central”, explica João Branco.

A atividade da empresa ainda está focada no mercado nacional, mas os planos a curto prazo apontam para a entrada em Espanha. Por agora, a carteira de clientes continua a crescer “em todas as fatias: grandes contas, corporate e governo”. Segundo o CEO, entre os clientes da White, “que qualquer player gostaria de ter”, estão o Banco de Portugal, os municípios do Porto e de Oeiras e grandes empresas como a Barraqueiro, entre muitos outros.

A “loucura” de apostar no momento certo

Entrei nesta área de negócio por acaso. Nunca tive uma necessidade de ser empresário e não havia uma razão para alterar a minha situação laboral na altura. Mas, aos 27 anos, decidi largar essa segurança e fundar a White”, recorda João Branco.

Foi chamado de louco por querer começar tudo do zero. Tinha acompanhado a criação de base da estrutura de uma multinacional no país. Desde 1993, bebeu todos os conhecimentos sobre como montar de raiz uma sucursal de um grupo empresarial. Em 2000, colocou o que aprendeu em prática e tornou-se empresário.

No início, a White eram seis pessoas. Hoje, são 40. “O tempo mostrou que era uma aposta válida, mas o sucesso vem da resiliência e das equipas fantásticas”, diz o responsável.

Lisboa e a proximidade do centro de decisão

A empresa que fundou na cidade da Maia mudou muito desde os primeiros anos. Inicialmente, a atividade era de âmbito regional, com foco nos clientes do Grande Porto. Segundo João Branco, a grande mudança chegou em 2009/2010, quando abriram portas também em Lisboa. “Foi fulcral termos este escritório. Estamos mais próximos do centro decisório e há muitos concursos para empresas na zona. Além disso, permite uma perceção nacional do mercado e um maior impacto de notoriedade”, explica.

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A White tem conseguido sempre contrariar os tempos de crise / WHITE

A aposta deu frutos. Recrutaram pessoas já com experiência na área e fixaram-se no Parque das Nações. Hoje, os escritórios da capital são responsáveis por mais 60% da faturação da empresa, quando comparados com a base no norte. No total, o volume de negócio da White já atinge os 5 milhões de euros por ano.

Para lá de Lisboa, também se expandiram para Aveiro. No ano passado, reforçaram a presença no centro do país ao adquirir uma empresa local, com os respetivos contactos e ativos.

A estratégia tem dado bons resultados. “Conseguimos crescer em tempos de crise, em contraciclo. O importante é não abrandar investimentos. Se não fosse a entrada em Lisboa, teríamos sentido a crise com o forte decréscimo da atividade das empresas do Norte”, explica João Branco.

Madrid e a consolidação de um perfil ibérico

O próximo passo é exportar os serviços e a entrada no mercado espanhol está prevista para o biénio 2017/2018. “Já não faz sentido abrir mais escritórios em Portugal e, embora não seja fácil, olhamos para os potenciais clientes espanhóis como uma cadeia de valor crescente, com enormes possibilidades de negócio. Lisboa acaba por ser uma antecâmara do que queremos fazer com o escritório em Madrid”, antecipa o CEO.

As perspetivas são otimistas para a exportação do modelo de negócio. Segundo João Branco, “a adaptação cirúrgica às necessidades do cliente” e o facto deste “pagar apenas o que precisa” colocam a White à frente da concorrência. “Não dependemos de terceiros e possuímos toda a tecnologia certificada para dar resposta aos diversos pedidos. Além disso, o know how acumulado é uma mais-valia sem preço”, explica.

Por outro lado, a empresa quis conquistar um novo fator distintivo: a comunicação. “Era uma área cinzenta. Quisemos apresentar os nossos serviços de uma forma inovadora, fresca e audaz. Fizemos um enorme investimento na divulgação da marca desde o início e o mercado continua a responder positivamente”, diz o responsável.