Uma explosão num casamento matou pelo menos 51 pessoas na cidade de Gaziantep, no sul da Turquia, quando os convidados dançavam na rua. A autoria do ataque ainda não foi reivindicada, mas o presidente turco disse este domingo que se terá tratado de um jovem com uma idade entre os 12 e os 14 anos, a mando do Estado Islâmico. Quase 70 pessoas ficaram feridas no ataque, das quais 17 com gravidade.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também tinha afirmado que o ataque tinha sido, provavelmente, levado a cabo pelo Estado Islâmico, acrescentando, citado pela Al-Jazeera, que a Turquia tem uma mensagem para os atacantes: “Não serão bem-sucedidos”.

“Condenamos os traidores que organizaram e levaram a cabo este ataque”, afirmou o governador da província num comunicado anterior, acrescentando que os responsáveis seriam “levados à justiça”.

Mehmet Erdogan, deputado do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP, islâmico e conservador, no poder) disse que não era claro quem tinha sido o autor do ataque, mas que havia uma “elevada possibilidade” de se tratar de um ataque suicida.

O deputado acrescentou que era o tipo de atentado que podia ter sido perpetrado pelo grupo Estado Islâmico ou pelo Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). A explosão ocorreu no distrito de Sahinbey, com um elevado número de residentes curdos. Segundo informações citadas pela AFP, o casamento tinha uma forte presença curda.

Um balanço inicial dava conta de 22 mortos. “Condenamos os traidores que organizaram e levaram a cabo este ataque”, afirmou, acrescentando que os responsáveis seriam “levados à justiça”.

A Turquia tem sido alvo de vários ataques por parte do Estado Islâmico e outros não reivindicados, que o Governo se apressa a imputar aos curdos do PKK. Só na quinta-feira passada, durante a madrugada, duas explosões perto de esquadras de polícia provocaram a morte a seis pessoas e mais de uma centena de feridos.