De um lado, uma disputa com fornecedores. Do outro, o Brexit e a desvalorização da libra. Seja qual for o motivo, a verdade é que VW e Opel estão a atravessar um momento complicado em termos de produção, com várias das suas fábricas a terem que reduzir a cadência de fabrico, seja através dos horários de laboração, ou até mesmo encerrando por alguns dias.

No caso da Opel, a origem do problema está no Brexit, e na substancial redução da procura pelo Corsa e pelo Insignia no Reino Unido – por sinal, o maior mercado de ambos os modelos, onde são vendidos sob a marca Vauxhall. Por isso, está confirmado que as fábricas de Rüsselsheim e de Eisanach vão reduzir os seus tempos de laboração ao longo deste ano, ficando por saber quantos os dias em que tal irá acontecer.

Já o problema da VW deriva de um conflito com dois dos seus fornecedores, que interromperam o fornecimento de revestimentos para bancos e de componentes em ferro fundido, estes últimos fundamentais para a produção de caixas de velocidades. Segundo a ES Automobilguss e a Car Trim, ambas pertencentes ao grupo Prevent DEV, a VW terá cancelado os contratos sem apresentar uma razão para o efeito ou oferecer qualquer tipo de compensação, o que levou à decisão de suspender os referidos fornecimentos.

Independentemente do lado do qual esteja a razão, o facto é que a marca germânica foi obrigada a reduzir a produção em várias das suas fábricas. Desde logo em Wolfsburg, a maior unidade fabril da marca, onde são produzidos o Golf, o best-seller europeu, o Tigual e o Touran. Aqui, para além de uma paragem total de cinco dias na próxima semana, 10 mil dos 60 mil trabalhadores desta unidade fabril irão passar a laborar em horário reduzido.

Os turnos de produção serão encurtados também na fábrica de caixas de velocidades que a VW possui em Kassel, assim como na fábrica de Zwickau, onde são fabricados o Golf e o Passat. Por fim, a fábrica de Emden, onde é produzido o Passat, estará parada entre 18 e 24 de Agosto.