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Rio 2016

Chefe de Missão minimiza falta de medalhas nos Jogos Olímpicos

José Garcia destaca que esta foi "a melhor participação de sempre em termos de resultados nos seis primeiros", mas reconhece que o país "não deu a melhor condição para os seus atletas".

A delegação portuguesa é formada por 92 atletas no Rio de Janeiro

AFP/Getty Images

Autor
  • Milton Cappelletti

José Garcia, chefe de missão de Portugal nos Jogos Olímpicos, minimizou a falta de medalhas da delegação portuguesa no Rio de Janeiro. Em declaraçoes aos jornalistas após a final da Canoagem K4 1000 metros, em que Portugal terminou no sétimo lugar, este sábado, o dirigente afirma que esta foi “a melhor participação de sempre em termos de resultados nos seis primeiros”.

O balanço é positivo. Temos uma participação que é a melhor de sempre em termos de resultados nos seis primeiros: temos dez. Temos uma medalha, a da Telma Monteiro, uma medalha merecida não só porque ela tem um currículo desportivo extremamente rico, mas também porque tem um nível que o comprovou. Além disso, temos uma missão que participou em 58 competições, e que das quais levamos daqui uma série de resultados com relevância”, justificou.

Garcia cita alguns dados que demonstram a melhoria nos resultados da delegação portuguesa em relação aos Jogos Olímpicos anteriores. “Destes sextos lugares, temos dez e dobramos Londres, quando tínhamos cinco. Por exemplo, em Atenas tivemos sete, Sidney [terminamos] com cinco. Das 58 provas que participamos, em onze delas conseguimos o diploma [olímpico], em 17 delas ficamos nos 10 primeiros, em 22 provas ficamos nos 16 primeiros. Portanto, revela-se uma melhoria no nível desportivo da equipa portuguesa”. O dirigente relembra ainda que “resultados de duas medalhas [na história dos Jogos Olímpicos] só aconteceram cinco vezes e resultados de três medalhas aconteceram três vezes”

Garcia reconhece, no entanto, que o país “não deu a melhor condição para os seus atletas comparado com outros países”. “Mas aquilo que se faz, fez-se bem”, comemora. “Há que relevar o fato de que há atletas que vieram aqui pela primeira vez e que são jovens, que participaram, que se empenharam e tentaram concretizar os seus sonhos”, defende.

Questionado se há perspetiva de melhoras nos resultados para o próximo ciclo olímpico, disse acreditar que esta é uma questão de “foro político”. “Caberá ao Secretario de Estado de Desporto e Juventude, ao Comité [Olímpico de Portugal], às federações, definir o melhor caminho para o desporto em Portugal”, sentenciou.

Garcia minimizou as críticas que alguns atletas portugueses fizeram sobre a falta de investimento do governo ao desporto de alto rendimento, citando o caso de Rui Bragança, no Taekwondo, que afirmou que só percorreria novamente o caminho olímpico “se houver condições”. “Ele referiu que já não consegue mais aguentar esta situação, que sem o apoio dos pais não conseguiria, mas também disse que sem o apoio da bolsa do próprio comité olímpico não tinha chegado aqui onde chegou. Estamos empenhados em criar as melhores condições para que eles consigam prolongar este apoio, porque seria uma grande perda para Portugal.”

O chefe de missão disse ser otimista quando ao futuro do desporto olímpico do país e faz um pedido aos portugueses: “Aqueles que, durante estes quatro anos, não acompanharam as nossas competições, não assistiram as competições dos nossos atletas, que o façam cada vez mais e que ajudem a valorizar o papel que estes atletas têm realmente em Portugal.”

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