Viana do Castelo

Mais de um milhão de pessoas em três dias de romaria da Agonia

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Mais de um milhão de pessoas passaram por Viana do Castelo em três dias de festas da Senhora d'Agonia, que terminam hoje à noite com uma serenata e cachoeira de fogo-de-artifício.

ARMÉNIO BELO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Mais de um milhão de pessoas passaram por Viana do Castelo em três dias de festas da Senhora d’Agonia, que terminam hoje à noite com uma serenata e cachoeira de fogo-de-artifício, disse o presidente da câmara local.

De acordo com José Maria Costa (PS), este ano a romaria “tem mais gente do que o ano passado” o que a torna “num fenómeno, no país, pela tradição, autenticidade e genuinidade do traje à Vianesa e das festas”.

O autarca, que falava no final do cortejo histórico-etnográfico que durante mais de três horas e meia percorreu as principais artérias da cidade, realçou o “entusiasmo e alegria” dos mais de três mil figurantes e da vontade “das pessoas em participar” nos diversos números da romaria.

“É por isso que as nossas festas são diferentes. Toda a Viana quer participar, é isto que nos distingue. É isto que é único e que faz vir multidões a Viana”, sustentou.

A vereadora da Cultura de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, revelou que mais de 50 mil pessoas assistiram, hoje, ao cortejo histórico-etnográfico, este ano dedicado aos gigantones e cabeçudos.

“Foi um cortejo maior do que o costume. Um desfile ao espetáculo, ao vivo, dos usos costumes e tradições”, referiu.

No final do cortejo, em declarações aos jornalistas, o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, que assistiu pela primeira vez a um dos números mais emblemáticos daquela romaria, afirmou “não ser por acaso que a imagem do país tem muito presente a imagem do traje de Viana”.

O governante disse ter ficado “comovido” e “movido por toda a alegria” a que assistiu durante o cortejo.

“Fiquei comovido e movido por toda a beleza de conceção dos carros, dos desfiles, dos trajes e pela chieira (termo minhoto que significa orgulho, vaidade)”, disse.

Durante a manhã, o ministro Luís Filipe de Castro Mendes visitou o Museu do Traje, o Museu de Artes Decorativas e o Convento de São Domingos, onde visitou o túmulo de Frei Bartolomeu dos Mártires.

O embaixador do Japão em Lisboa, Hiroshi Azuma, que assistiu ao desfile a convite do autarca local, disse ter presenciado um desfile “maravilhoso”.

“Fiquei muito comovido. Gostei muito do traje, da filigrana e da participação das pessoas, mais de três mil pessoas”, sublinhou.

Com o tema “Gigantones e Cabeçudos”, o cortejo histórico-etnográfico percorreu mais de três quilómetros, integrando um total de 28 gigantones e 29 cabeçudos, de todo o tipo, que retratam figuras míticas ou santos.

Os gigantones são figuras humanas de grandes dimensões suportados por uma estrutura com a forma de um corpo, no qual o homem que o manuseia se introduz, carregando o boneco apoiado nos seus ombros.

Os movimentos são dificultados pelo peso e pelo desequilíbrio, mas procuram andar ao som do ritmo da festa.

São acompanhados por cabeçudos, rapazes vestidos de forma desleixada, nos quais sobressai a enorme cabeça.

No total, o desfile integrou cerca de 165 quadros temáticos, mais de 30 carros alegóricos e “mais de 3.000 figurantes”.

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