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UNITA apela à adesão máxima de cidadãos ao registo eleitoral em Angola

O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, apelou aos cidadãos a aderirem ao registo eleitoral, que arranca quinta-feira em todo o país, para as eleições gerais de 2017.

ANTÓNIO SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, apelou esta quarta-feira aos cidadãos a aderirem ao registo eleitoral, que arranca quinta-feira em todo o país, para as eleições gerais de 2017.

Isaías Samakuva convocou esta quarta-feira a imprensa para fazer o apelo, reiterando, contudo, as suspeições sobre o processo que o seu partido já vem reclamando há algum tempo.

Segundo o líder da UNITA, são muitas as pessoas que contactam o partido a pedir que não participem no processo de registo eleitoral oficioso e outras que querem saber a posição daquela força política sobre o mesmo.

Na sua intervenção, o político apresentou algumas razões por que defende a participação de todos neste processo, sendo a primeira que é importante o registo eleitoral para que haja mudança.

Para Isaías Samakuva, devem participar todos os que “pretendem uma Angola melhor do que a atual”.

“Todos os que pretendem acabar com a crise e construir a esperança para a juventude devem se registar para votar. Todos os que pretendem melhorar a educação, a saúde e acabar com as desigualdades devem se registar para votar”, referiu.

A segunda razão apontada tem a ver com o receio de que “o governo quer controlar um processo que não lhe pertence”, ocupando-se do registo eleitoral, quando a Constituição angolana atribui esta tarefa à Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“O Governo vem agora dizer que o registo eleitoral não é parte do processo eleitoral. Isso não faz sentido nenhum. Porque é que o Governo quer usurpar as competências da administração eleitoral independente”, questionou Samakuva, reafirmando uma reclamação antiga.

Entre as várias razões apresentadas, a UNITA acusa ainda o MPLA, partido no poder, de querer anular o registo já feito de 9,8 milhões de cidadãos, com a realização de registo eleitoral oficioso, mas que pede a presença desses cidadãos para a prova de vida.

Isaías Samakuva disse “o termo oficioso é só para enganar”, justificando que “ninguém faz prova de vida se não estiver fisicamente presente”.

“Mais de 80% da lei (Lei do Registo Eleitoral Oficioso) regula o registo eleitoral presencial. E esta competência é da CNE. Portanto, somos obrigados a perguntar de novo, porque é que o Governo quer ser ele a conduzir este trabalho? A única conclusão que tiramos é mais uma vez que o Governo não está de boa-fé e que a prova de vida é um artifício”, frisou.

O líder da UNITA disse que para contrariar esta intenção clara do partido no poder, todos devem participar em massa na prova de vida, sendo assim mais difícil organizar a exclusão e a fraude.

“E se o fizerem, teremos mais razões para encetarmos outras formas democráticas de luta. Porque o poder pertence ao povo e o mandato que o povo outorgou ao MPLA já está a terminar”, salientou.

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