A Mota-Engil anunciou lucros de 73 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que compara com 13 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado. O “forte” crescimento dos resultados foi alavancado nas mais-valias obtidas com a venda de participações nas empresas Logistica e Indáqua, o que possibilitou resultados financeiros positivos de 46,7 milhões de euros contra 42,8 milhões de euros negativos no primeiro semestre de 2015.

O volume de negócios recuou 3,6% para os 1.036 milhões de euros, ressentindo-se da quebra de atividade na Europa (menos 9,5%), mas sobretudo em África onde a queda foi de 11,7%. A compensar esta evolução negativa, esteve o mercado da América Latina que cresceu 18,8% para 343,5 milhões de euros ultrapassando o mercado africano em faturação.

A construtora tem enfrentado a contração de alguns dos seus mercados mais importantes, com destaque para Angola onde a desvalorização do petróleo travou o investimento em obras públicas. A Mota-Engil, liderada por Gonçalo Moura Martins, vai anunciar um novo plano estratégico para 2020, a “curto prazo”.

Em comunicado, a Mota-Engil destaca a redução da dívida em 234 milhões na dívida para 1.221 milhões de euros, que é também fruto das alienações que a construtora tem vindo a concretizar. Para além da Indáqua e da Logística, a Mota-Engil anunciou já no segundo semestre a venda da participação na concessionária de autoestradas Ascendi que deverá estar fechada no final deste ano.

No primeiro semestre, o EBITDA (margem operacional) ascendeu a 149 milhões de euros e a carteira de encomendas somava 4,6 mil milhões de euros, um valor que, segundo o grupo, garante o crescimento nos próximos anos. O investimento atingiu 37 milhões de euros, tendo sido sobretudo concentrado na Empresa Geral de Fomento e nas operações do grupo em Omã.