A Caixa Geral de Depósitos tem à sua disposição 700 milhões de euros para gastar em rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas. Os cortes poderão atingir 3.000 trabalhadores do banco, noticia o Público esta quarta-feira.

António Domingues, que assume esta quarta a liderança da CGD, tem como uma das suas principais missões diminuir o número de trabalhadores e de balcões, uma necessidade que tem levantado polémica entre os partidos.

O montante reservado para gastar com indemnizações a funcionários que ainda trabalham no banco e serão dispensados é de 500 milhões, embora esteja previsto um reforço de 200 milhões de euros.

Este processo de fecho de balcões e de redução de pessoal faz parte da recapitalização da Caixa, negociada com Bruxelas.

Os cortes na Caixa deverão ser progressivos e fazendo recurso “a parte do montante da recapitalização” afirma o Público, que acrescenta que o banco “já tem vindo a reduzir o número de funcionários e de balcões”. O relatório e contas da Caixa de 2015 mostra uma redução de 448 funcionários relativamente a 2014. No entanto, o processo deve acelerar depois da entrada em funções da nova administração.

Até agora, o distrito mais afetado, em valores relativos, desde 2010, foi o Porto, que ficou com menos 18,5% dos balcões. Seguem-se Setúbal, Leiria, Viana do Castelo, Aveiro e Lisboa (que registou a perda de 32 balcões, a maior descida em valores absolutos. Ao todo, comparando 2010 com 2015, a Caixa Geral de Depósitos perdeu 105 balcões em Portugal.

Beja, Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada mantiveram o número de balcões nos últimos cinco anos e Bragança verificou a criação de um balcão no distrito.