Donald Trump desloca-se esta quarta-feira ao México, para uma reunião com o presidente Enrique Peña Nieto, a convite do chefe de Estado mexicano. Peña Nieto convidou os dois candidatos presidenciais dos EUA, Trump e Hillary Clinton, a visitar o país, e o candidato republicano já confirmou, no seu Twitter, a deslocação ao México. Na sua página na rede social, Trump escreveu que está “ansioso para se encontrar” com Peña Nieto.

Numa entrevista à emissora Televisa no passado dia 16 de agosto, Peña Nieto disse que o seu Governo “está absolutamente disposto a trabalhar com quem eventualmente seja escolhido Presidente dos Estados Unidos” em novembro. Questionado sobre se se reuniria com Trump, que durante a sua campanha fez declarações ofensivas contra os imigrantes mexicanos, Peña Nieto respondeu afirmativamente.

“Gostaria eventualmente de dialogar com os dois candidatos. Porque creio que é importante. Ouvi diferentes argumentos, o que se disse nos discursos, e parece-me que há uma visão distorcida do que realmente significa a relação entre o México e os Estados Unidos”, disse. A presidência mexicana confirmou também a reunião, que se realiza esta quarta-feira “em privado”.

O presidente mexicano comparou, em março deste ano, Trump a Hitler e a Mussolini, devido ao seu tom “estridente”. De acordo com o The Guardian, Peña Nieto afirmou a um jornal mexicano que “tem havido episódios na história humana, infelizmente, em que estas expressões de retórica estridentes levaram a situações ameaçadoras. Foi assim que Mussolini e Hitler chegaram ao poder: aproveitaram-se de uma situação, talvez um problema, que a humanidade atravessava na altura, após uma crise económica”.

Peña Nieto já afirmou que sequer equaciona o cenário de pagar a construção de um muro na fronteira entre os dois países. O próprio presidente mexicano já explicou que o convite aos candidatos tem como objetivo “conversar sobre a relação bilateral” entre México e Estados Unidos.