A Ordem dos Arquitetos (OA) disponibilizou-se para organizar equipas para colaborar com os técnicos locais e populações na reconstrução de zonas afetadas pelos incêndios, segundo um comunicado divulgado.

Depois dos fogos que assolaram, nomeadamente, os distritos de Aveiro, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e o concelho do Funchal, o OA manifestou o “seu mais profundo pesar” e a sua disponibilidade para auxiliar na “reconstrução que se impõe realizar” e que estes trabalhos decorram sob “práticas exemplares”.

Em comunicado, a OA recordou que os fogos são em “grande parte consequência do desordenamento que impera no território nacional”, pelo que apelou ao Governo para que “crie as condições para uma efetiva implementação da “Política Nacional da Arquitetura e da Paisagem” (PNAP)”.

Segundo a associação, sem esta efetiva implementação não pode haver uma visão integrada para o território, nomeadamente, devido à falta de planeamento estratégico para “prevenir as consequências das alterações climáticas.

A OA apelou ainda às autoridades regionais e locais que, “no urgente processo de reconstrução, sejam promovidas práticas exemplares” e reafirmou o seu “total comprometimento e disponibilidade em colaborar com estas autoridades”.