O primeiro-ministro António Costa voltou a mostrar confiança no cumprimento das metas do défice acordadas entre Bruxelas e Portugal, dizendo que o défice “não só ficará claramente abaixo dos 3%, como ficaremos abaixo dos 2,5% que nos fixou a União Europeia”. O primeiro-ministro falou à margem de uma visita à MICAM, uma Feira de Calçado em Milão, Itália.

“Nós temos os dados permanentes da execução orçamental e o que demonstram é que estão em linha com aquilo que tínhamos projetado”, garantiu.

Na sexta-feira a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) emitiu uma nota sobre a execução do Orçamento do Estado para 2016, onde estimou que “o défice em contabilidade nacional”, aquele que conta para Bruxelas, “deverá ter-se situado em torno de 2,7% do PIB” (produto interno bruto) nos primeiros seis meses de 2016. A UTAO referiu ainda que se antecipam “pressões orçamentais que podem colocar desafios ao cumprimento do objetivo anual”, fixado pelo Governo nos 2,2% do PIB.

Para António Costa, a UTAO “disse aquilo que é óbvio, que há ainda um segundo semestre por percorrer e que temos vários meses pela frente”. E comparou a nota da UTAO à de um médico: “A recomendação da UTAO é a recomendação que qualquer médico nos dará a todos nós: não abuse dos doces se não isso fará mal à sua saúde”.