O combate ao incêndio que deflagrou no sábado na localidade de Fóia, em Monchique (Faro), foi reforçado durante a noite e a prioridade é a proteção de habitações, disse o comandante de permanência às operações do CDOS de Faro.

Um total de 359 operacionais — incluindo bombeiros de todo o Algarve e também do distrito de Beja, Évora e Lisboa — combatiam pelas 10h27 uma frente ativa do incêndio em mato que deflagrou na tarde de sábado, de acordo com as informações disponíveis no site da Proteção Civil.

Os operacionais estavam, àquela hora, a ser apoiados por 111 veículos terrestres e oito meios aéreos (quatro helicópteros e quatro aviões).

“A área que nos merece maior preocupação neste momento é a área sul do incêndio, uma vez que a área norte já está consolidada. Neste momento os maiores desafios são o edificado disperso e a dificuldade de acessos”, disse, em declarações à agência Lusa, o comandante de permanência às operações do CDOS de Faro, Richar Marques.

O comandante de permanência às operações do CDOS de Faro explicou que o edificado disperso leva a que “a proteção dos bens e das habitações” seja a prioridade.

Apesar de até àquela hora não terem sido registadas “situações emergentes”, duas pessoas — uma idosa e uma com mobilidade reduzida — foram retiradas das suas casas por prevenção e alojadas em casas de familiares, adiantou.

Nas próximas horas são esperados grupos de Évora e de Lisboa e três pelotões militares do exército para trabalhos de vigilância nas zonas onde o incêndio já foi extinto, informou Richard Marques.

O incêndio de Monchique, que deflagrou às 17h08 de sábado numa zona de mato, era às 10h27 a única “ocorrência importante” em Portugal Continental.

Um total de 34 incêndios mobilizava 718 operacionais apoiados por 228 meios em Portugal Continental, segundo o portal da Proteção Civil.

A Proteção Civil destaca como “ocorrências importantes”, em que inserem os incêndios de grandes dimensões, aqueles com duração superior a três horas e com mais de 15 meios de proteção e socorro envolvidos, mas apenas contemplam os incidentes do continente, já que as regiões autónomas têm serviços próprios nesta área.