Boas notícias para o ambiente, e não só, chegam da China, o país mais populoso do mundo, e também aquele que encerra o maior mercado automóvel do planeta. Ali, os automóveis (total ou parcialmente) eléctricos são mesmo um dos temas que dominam a actualidade, e parece não haver quem esteja disposto a abdicar de tão apetecido filão.

Veja-se o caso da BYD, o maior fabricante chinês de automóveis híbridos plug-in e eléctricos, cujos lucros líquidos aumentaram nada menos do que 384% no espaço de 12 meses, para 311 milhões de euros, graças às suas vendas massivas de modelos eléctricos e híbridos plug-in. Só nos primeiros seis meses deste ano, a BYD vendeu nada menos do que 49 mil automóveis deste género, o que representa um aumento de 131% face a igual período de 2015 – não tendo sido revelados, todavia, os dados relativos às suas vendas de automóveis animados por motores a gasolina.

Anunciado foi que as receitas da BYD provenientes das vendas de automóveis eléctricos e híbridos plug-in aumentaram 1,6 vezes nos primeiros seis meses de 2016, tendo sido de 38% o aumento das receitas oriundas do seu negócio automóvel. De recordar que a marca com sede em Shenzhen, no sul da China, parcialmente detida pelo multimilionário norte-americano Warren Buffett, dedica-se ainda à produção de componentes para telemóveis, de baterias recarregáveis e de painéis fotovoltaicos.

Esta apetência dos chineses pelos automóveis eléctricos levou o maior construtor americano a decidir-se por uma verdadeira ofensiva de produto no maior mercado do mundo. Em conjunto com o seu parceiro local, a SAIC, a GM vai lançar no mercado chinês, até ao final do ano, o Chevrolet Malibu XK híbrido, o Buick LaCrosse híbrido e o Cadillac CT6 híbrido plug-in.

O anúncio foi feito em Xangai por Larry Nitz, responsável da GM pela electrificação. As versões híbridas do Chevrolet Malibu e do Buick LaCrosse combinarão um motor 1.8 a gasolina com dois motores eléctricos alimentados por uma bateria de iões de lítio, ao passo que o Cadillac CT6 combina um motor 2.0 turbo com um motor elétrico, prometendo ser capaz de cumprir até 80 km no modo totalmente eléctrico e anunciando um consumo médio de 1,7 l/100 km.

Nitz aproveitou ainda a oportunidade para salientar que a SAIC-GM tem por objectivo concentrar na China toda a sua produção de módulos de baterias destinadas aos automóveis com propulsão eléctrica para aquele mercado. Para tal, o consórcio vai investir numa nova fábrica de montagem de baterias, a instalar em Xangai, embora não tenham sido revelados os custos envolvidos neste projecto, nem as suas datas de arranque ou conclusão.