No seu comentário semanal na SIC, este domingo, Luís Marques Mendes fez um balanço “positivo” do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que este está a “mudar a natureza da função do Presidente da República”. “Os poderes são os mesmos, mas a sua forma de interpretação e de aplicação é diferente, até parece que foram aumentados”, disse este domingo. Esta semana, no dia 9, sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa cumprirá seis meses no cargo de Presidente da República.

Para Marques Mendes, trata-se de “um reequilíbrio da função presidencial” dentro do sistema semipresidencialista. “Marcelo Rebelo de Sousa introduziu aqui alguma nuance em que veta, condiciona, antecipa-se, joga no poder mediático, tenta equilibrar as situação”, referiu o antigo presidente do PSD, acrescentado que tudo isto é “positivo”.

Ligado a isto, salientou o comentador da SIC, estão os “altíssimos índices de popularidade” do Presidente de República. “Dá prestígio à função presidencial, à instituição Presidência da República e ao mesmo tempo reforça o poder de intervenção do Presidente da República”, disse.”Ele tem exercido e tem aproveitado este clima de popularidade para exercer a sua autoridade”, referiu. Para ilustrar, relembrou, entre outros, o veto de Marcelo de Rebelo de Sousa às barrigas de aluguer e à lei que impedia privados nas empresas de transportes públicos.

No seu balanço do primeiro semestre de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, Marques Mendes referiu ainda que foi conquistada uma “pacificação da sociedade portuguesa”, referindo que o Presidente da República foi eleito numa altura em que o país estava dividido ao meio, numa grande crispação, extremado, radicalizado”, depois das eleições legislativas de 4 de outubro de 2015.

“O país está mais distendido”, concluiu Marques Mendes, numa escolha de palavras e conteúdo semelhante à de Marcelo Rebelo de Sousa, que neste domingo disse que “há hoje duas visões diferentes sobre a política no imediato” e que também “há dois níveis de reação perante a política: o nível popular e o nível dos políticos”. “A nível popular, eu entendo que há uma distensão”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.