A explosão de uma carrinha armadilhada na principal zona comercial de Bagdade, capital iraquiana, fez pelo menos 12 mortos e 30 feridos. O atentado aconteceu na noite de segunda-feira, perto do mesmo local onde, em julho, morreram mais de 300 pessoas no pior atentado à bomba de que há registo e já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

De acordo com as autoridades iraquianas, citadas pela Associated Press, a carrinha armadilhada foi deixada num parque de estacionamento no bairro xiita de Karrada, uma zona muito movimentada, com várias lojas e hospitais. Acabou por ser detonada já perto da meia-noite o que, apesar da violência do atentado, pode ter evitado um número de vítimas mortais maior.

O Estado Islâmico acabou por reivindicar o atentado e colocou a circular um comunicado através dos seus sites de propaganda onde explicava que queria atingir os xiitas e deixava a ameaça de novos ataques.

A Associated Press lembra, a propósito, que estes ataques parecem marcar uma inversão no modus operandi do Estado Islâmico: a organização terrorista parece agora concentrar esforços em atentados bombistas contra civis, depois de ter perdido força no confronto militar contra o exército iraquiano e os aliados da Coligação Internacional.

O Estado Islâmico tem sofrido, de resto, várias derrotas no terreno, com a perda de várias zonas antes conquistadas pela organização terrorista. A cidade de Mossul é, neste momento, a única grande cidade iraquiana sob controlo dos radicais islâmicos, muito pressionados pelo avanço das forças aliadas. Os próximos meses serão, por isso, decisivos.