O incêndio que lavrou em Montargil, no concelho de Ponte de Sor (Portalegre), na terça-feira, consumiu uma área estimada de 220 hectares, provocando danos em três habitações e em estruturas agrícolas, revelaram hoje os bombeiros.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, o fogo florestal, dominado às 22:23 de terça-feira, seis horas depois de deflagrar, estava esta quarta-feira de manhã em rescaldo.

A área ardida estimada deste incêndio ronda os 220 hectares, segundo o CDOS, que explicou que uma casa de segunda habitação foi totalmente destruída pelas chamas.

Outras duas casas de segunda habitação também foram atingidas, tendo uma delas ficado com danos “na cobertura” e a outra sofrido “danos significativos”, acrescentou a fonte, referindo que vários moradores foram retirados das suas residências, por precaução.

Além destes prejuízos, continuou, “várias estruturas de apoio à agricultura, como barracões, foram afetadas”.

Durante o combate ao fogo, dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros e outros dois foram assistidos, por inalação de fumos e traumatismo ocular”.

O fogo deflagrou cerca das 16:20 de terça-feira, na zona de Farinha Branca, perto de Montargil, numa área de mato, pasto, pinheiros e sobreiros, de acordo com o CDOS de Portalegre.

O combate às chamas envolveu 260 operacionais de várias corporações de bombeiros dos distritos de Portalegre e Santarém, com o apoio de 78 veículos e de três meios aéreos.

Também no Alentejo, mas no concelho de Vila Viçosa, no distrito de Évora, lavrou outro incêndio florestal, na terça-feira, não tendo ainda sido divulgada hoje uma estimativa da área ardida.

As chamas, dadas como dominadas às 22:19, sete horas depois de terem começado, consumiram “um palheiro e uma casa devoluta”, continuando hoje os bombeiros no local em operações de vigilância, segundo o CDOS de Évora.

O fogo não provocou feridos, mas levou a que quatro bombeiros tivessem de receber assistência durante as operações de combate às chamas, que ameaçaram habitações perto de Vila Viçosa.

Os bombeiros foram assistidos “devido a exaustão”, tendo um da corporação de Vila Viçosa e outro da corporação de Alandroal seguido para o Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Estremoz, enquanto os outros dois, das corporações de Vila Viçosa e de Redondo, foram assistidos no local, de acordo com o CDOS de Évora.

O alerta para o início do fogo foi dado às 14:57. O incêndio decorreu numa área de mato, pasto e pinhal, na zona do Paul, e foi combatido por 120 operacionais de várias corporações de bombeiros do distrito de Évora, com 38 veículos e um helicóptero.