A visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal – onde se investigam crimes como a Operação Marquês – foi anunciada de forma inesperada ao final da manhã. No final de um encontro em que participaram, além do Presidente da República, os mais importantes responsáveis da Justiça, Marcelo mostrou-se “empenhado” no sentido de os procuradores terem condições para concretizar as suas investigações.

O objetivo da visita, explicou Marcelo Rebelo de Sousa, foi “dizer que Presidente da República está muito empenhado no funcionamento desta investigação [criminal] e [em dar] o seu contributo para a justiça portuguesa”. Palavras de chefe de Estado à porta do DCIAP, de onde se esperava que até ao final da próxima semana saísse uma conclusão sobre o processo que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Sobre casos concretos, Marcelo não falou O Presidente disse apenas que quis “ouvir, ver as condições de trabalho e dar o estímulo” para que “seja realizada justiça e que ela aqui comece, numa unidade muito especializada”.
Também no final do encontro, questionada sobre a conclusão da Operação Marquês (agendada para o dia 15 deste mês), a procuradora-geral da República optou por não confirmar a data. Joana Marques Vidal disse apenas que “na altura própria” o Ministério Público daria conta do desfecho do processo.

No encontro — previsto para cerca de meia hora mas que acabou por estender-se por mais de uma hora — participaram ainda a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e o próprio diretor do DCIAP, o procurador Amadeu Guerra.