As importações da China subiram 1,5%, em agosto, face ao mesmo mês do ano passado, no primeiro aumento em quase dois anos, revelaram esta quinta-feira as alfândegas do país, num sinal positivo para a segunda maior economia mundial.

As exportações recuaram 2,8%, em termos homólogos, para 190,6 mil milhões de dólares (169,3 mil milhões de euros).

O excedente da balança comercial chinesa recuou 13,6%, no mesmo período, para 52 mil milhões de dólares (46 mil milhões de euros).

Estes dados são o mais recente indicador positivo para a maior potência comercial do planeta, com a primeira subida das importações, para 138,5 mil milhões de dólares (123 mil milhões de euros), desde outubro de 2014.

A China foi o motor da recuperação global após a crise financeira de 2008 e o desempenho da sua economia tem impacto em vários países, desde a Austrália ao Zâmbia.

A China é, por exemplo, o principal cliente do petróleo de Angola, que em julho foi o maior fornecedor de crude do país asiático, ultrapassando a Arábia Saudita e a Rússia, com as vendas a aumentarem 23,3%, face ao mês anterior, para 4,27 milhões de toneladas, segundo dados oficiais.

O país asiático é também o principal parceiro comercial do Brasil e um dos principais investidores em Portugal.

Em 2015, a economia chinesa cresceu 6,9%, o ritmo mais lento dos últimos 25 anos.

No início do mês, dados oficiais revelaram que o índice de produção industrial da China subiu também para o nível mais alto em quase dois anos.